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Patrícia clama por Sama! Compartilhe sua voz

Quando conheci a luta de Patrícia Garcia e Sama, logo percebi que por trás dos fatos apresentados se ocultava uma batalha secular.

Infelizmente, no Brasil, o atual momento político respalda essa injustiça por ter discursos oficiais legitimando a sobreposição de povos sobre povos, fortalecendo uma política xenofóbica e etnocêntrica com requintes abertos de crueldade.

Patrícia Garcia precisa das instituições nacionais e internacionais para mobilizar o judiciário paranaense no intuito de corrigir o erro cometido contra ela e seu filho, em benefício dos interesses do genitor-acusador.

Nós que conhecemos os meandros das lutas jurídicas a envolverem personagens em proporções desiguais de valorização social, sabemos que não será fácil e por isso o blog Livre Pensadora adere à causa da mulher latinoamericana ferida em sua maternagem, e faz coro com o grito de Patrícia por justiça!

Em sua rede social ela publicou o documento abaixo, que é um dos recursos formais em sua defesa, mas solenemente ignorado pela corte paranaense do município de Foz do Iguaçu:

Mas o desabafo sentido da mãe também segue desafiando a sensibilidade e senso de justiça de toda sociedade brasileira:

” Amanhã Sama vai completar novamente outro mêsversario longe do seio materno da onde nunca deveria ter sido afastado! Ontem me perguntaram como aguento. Não aguento não! Por isso estou gritando aqui, A dor não cabe no coração; o estômago dói, os dentes até os cabelos, muitas mães aqui me falaram de só imaginar já entro em desespero, eu não aguentaria. Ninguém, más ninguém aguenta, é tortura!”

O caso está acompanhado por uma advogada mas ainda não há previsão de audiência. A única vitória conquistada foi o direito de amamentação diária por apenas 3 horas.

Apesar do grito materno ecoar sua preocupação com a amamentação, nós sabemos que se trata de uma simbologia a englobar tudo o que a maternidade representa para a mãe e também para o filho; pois o desenvolvimento equilibrado, saudável e feliz envolve esta presença e afeto contínuo.

“É violento ser afastado da nossas crias! E isso minha gente acontece e muito, de forma arbitrária, parcial, injusta, cruel, violenta, é uma tortura, com o aval do sistema judiciário.”

Se você leu este texto e tem como espalhar esse grito até que chegue a órgãos comprometidos com os Direitos Humanos em caráter nacional e internacional, nos ajude a fazer esta denúncia.

Patrícia é mulher indígena paraguaia lutando contra uma decisão judicial que favorece a um homem branco brasileiro, e sua voz tem a dimensão de um continente ferido, a contar com a ajuda de cada um de nós.

#devolvamsamapramãe

 

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