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Cultura para Ana

Haveremos que consumir cultura, sim senhor! Cultura para saciar fomes antigas que das quais a maioria ouviu falar de longe e por isso nem pressente que também a sente!

Meu repúdio honesto a quem transforma cultura em tapume, frisa, palco, ingresso, nome caricato, assim traindo a vida que reflete luz na arte.

Meu manifesto contra quem ilude, afaga, alicia, puxa saco de medíocre falastrão endinheirado e chama ao palco esse mau exemplo como se fosse coisa boa.

Cultura não cabe no rabo-de-cavalo de ninguém! Não é somente uma voz comprada, uma maquiagem bem pintada ou uma cara sorridente bem financiada, ah cultura não é isso, não!

Cultura é tudo o que a mão toca e faz parir histórias.

Um tilintar de sonhos rumando para os lados da solidão detectada no meio da multidão!

É o seu rosto ontológico, o cheiro de café no pilão.

Cada pessoa vivente é recado cultural!

Cada livro insistente, o sorriso dessa gente, mais do que o bem e o mal. É o chão mais democrático por onde a ignorância pisa e extrai sabedoria, todos os dias!

Eu quero essa cultura equilibrando a nostalgia, aclamando a poesia de driblar essa agonia.

Cultura todos os dias.

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