O conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcelo Brabo Magalhães, protocola, na próxima sexta-feira, no Conselho Estadual de Segurança, pedido para o afastamento dos policiais envolvidos na sessão de tortura contra o torcedor do América/RN, Al Unser Ayslan Silva do Nascimento, de 21 anos, que- segundo acusado seu advogado- foi obrigado a confessar o assassinato do torcedor do CRB, Jônatas Daniel dos Santos, de 24 anos. O crime aconteceu no sábado.
Segundo o torcedor do América/RN, ele foi submetido a uma sessão de tortura com sacos plásticos para confessar o assassinato.
“Vamos levar estes assuntos ao CONSEG. Três serão as medidas:a) buscar segurança individualizada para o colega ameaçado [neste caso, o advogado do torcedor, Hugo Trauzola]; b) pedir a abertura de processo disciplinar e avocação dos que estejam em curso;c) pedir o afastamento preventivo das autoridades eventualmente envolvidas”.
O caso foi relevado, em primeira mão, pelo repórter Clédson Silva, no Repórter Alagoas.
As denúncias silenciaram o Comando da Polícia Militar. As sessões, diz o advogado, teriam acontecido na Delegacia de Homicídios, no Centro de Maceió.
O Repórter Alagoas consultou o advogado Thiago Mota de Moraes sobre o caso. Ele diz que a confissão do torcedor do América/RN é cercada de algumas dúvidas.
“Alguns detalhes do caso revelam-se por incontestáveis. Primeiramente, o interrogatório do acusado, em que se consta a presença do referido advogado, interrogatório este em que o réu confessa a autoria do delito, não foi por ele assinado. Tal atitude é completamente incoerente, e revela, sem sombra de dúvidas, que o referido termo ou fora confeccionado sem a presença do referido advogado, ou que ele se negou a assinar o referido ato; neste caso, deveria a autoridade policial ter constado no ato a referida negativa, coisa que não fez. Segundo, as fotos demonstram que o indivíduo que supostamente “confessara”o delito, fora efetivamente agredido. A questão então é por quê? Como? Quando? e Por quem?”, disse.








