O presidente da torcida Máfia Vermelha, Junior da Rocha, acusou a Polícia Militar de Alagoas, de ter sido a responsável pela morte do torcedor regatiano Jônatas Daniel dos Santos, 24 anos, e disse que os cerca de 100 torcedores que vieram de Natal, foram torturados pela polícia alagoana.
De acordo com Junior da Rocha, o responsável pelo policiamento foi avisado que a torcida potiguar iria sair do estádio, e teria garantido cobertura aos torcedores do América, mas do lado de fora do estádio isso não teria acontecido, e os ônibus da Máfia Vermelha foram cercados por cerca de 200 torcedores do Galo.
Ainda de acordo com o representante da Máfia Vermelha, os torcedores do América foram obrigados pela PM a permanecerem dentro dos ônibus das 22h do sábado (07), até às 16h do domingo (08), sem poder ir ao banheiro nem se alimentar, e quando solicitavam alguma coisa aos policiais recebiam spray de pimenta no rosto.
Já no caso da prisão de Al Unser Ayslan Silva do Nascimento, 21 anos, acusado de ter sido o autor do disparo que matou Jônatas Daniel, Junior da Rocha disse que a polícia colocou um torcedor contra o outro para que alguém assumisse o crime, e que Al Unser assumiu o crime mediante tortura. Segundo Junior da Rocha, Al Unser teria apanhado tanto que a mãe dele entrou em desespero ao ver o rosto do filho.
O coronel Gilmar Batinga, comandante do Policiamento da Capital, assumiu que ouve falhas na ação da PM durante e após o jogo. E quanto a prisão do torcedor, algumas pessoas chegaram a dizer que o tiro que vitimou Jônatas Daniel teria sido disparado pela polícia.








