2026 embala uma eleição diferente em Alagoas. Conforme apuração do Paraná Pesquisas, divulgada nesta segunda-feira, 31/8, pela TV Pajuçara, JHC venceria o governo se a votação fosse hoje.
Mas Jota tem um estilo ideológico de centro- como Renan Filho; não vai declarar o voto nem em Flávio Bolsonaro nem em Lula, garantindo espaço de diálogo nos dois lados, se vencer. O que, então, explica o crescimento dele?
2026 é o 11o ano do calheirismo à frente do Palácio República dos Palmares. O tempo também significa desgaste. Os depoimentos colhidos pelo Repórter Nordeste apontam um cansaço no modelo- cansaço que foi sentido em 2018, aumentou em 2022 (a diferença na eleição ao Governo foi de 70 mil votos). E vem a onda JHC, que não é vista como mudança mas o anti-calheirismo, a retirada do grupo no poder por outro.
Pela primeira vez Renan Filho disputa, de fato, uma eleição ao Governo. Nas outras vezes, o campo foi limpo com antecedência e os outros candidatos não representavam ameaça diante da articulação e da capilaridade dos Calheiros.
Só que, dentro do calheirismo surgiu seu movimento antagônico. Primeiro formado pelos insatisfeitos e/ou expulsos da gestão. Então vieram os opositores e finalmente o óbvio: ser contra os Renans ajudava em uma eleição.
Assim venceu Rodrigo Cunha em 2018 o Senado; também venceu Luciano Barbosa em Arapiraca dois anos depois. 2022 mostrou o tamanho da oposição aos Calheiros. Finalmente agora o Paraná Pesquisa capta mais uma vez essa percepção.
Está claro: os Calheiros enfrentam seu maior rival. Não JHC, mas os próprios percalços construídos ao longo dos anos. A eleição não acabou, há lenha para queimar. Mas para os Renans, a fogueira terá de ser bem maior. E as promessas também.







