O ex-candidato ao Senado por Alagoas pelo partido Unidade Popular (UP), Alexandre Fleming, criticou a proposta de privatização da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa), em publicação nas redes sociais.
O jornalista alerta para os possíveis impactos da medida sobre pequenos comerciantes e produtores rurais, além dos reflexos que eventuais aumentos de custos podem ter sobre os preços dos alimentos no estado.
Em publicação no Instagram, Fleming afirmou ter analisado o Projeto de Lei nº 2.123/2026, que, segundo ele, prevê a transferência da gestão da Ceasa para uma empresa privada.
Ele também mencionou a Lei Estadual nº 6.194, de 2000, responsável pela criação do Instituto de Desenvolvimento Rural e Abastecimento de Alagoas (Ideral), e o regulamento de funcionamento da central.
Para Fleming, a Ceasa desempenha uma função estratégica no abastecimento alimentar de Alagoas, ao concentrar parte da comercialização de produtos que chegam à mesa da população. Ele argumenta que a estrutura também contribui para a formação dos preços dos alimentos e oferece espaço de comercialização para pequenos produtores.
“A Ceasa é estratégica para o abastecimento de todo o estado. Por ela passa boa parte da comida que chega à mesa do povo alagoano. Entregar essa gestão ao mercado é abrir mão de um controle que pertence ao povo”, declarou.
Proposta prevê mudanças nos custos, afirma Fleming
Entre os pontos que considera preocupantes, Fleming destacou as regras de cobrança previstas na proposta.
De acordo com as informações apresentadas por ele, os valores atualmente pagos pelos comerciantes permaneceriam congelados por 36 meses.
Após esse período, os preços seriam negociados livremente com a empresa responsável pela gestão.
O material divulgado também aponta a possibilidade de reajustes anuais de até 10% acima da inflação e de repasse de impostos relacionados ao imóvel.
Na avaliação de Fleming, essas condições poderiam aumentar os custos de operação dos comerciantes, especialmente dos pequenos negócios, com possíveis reflexos sobre os preços dos alimentos vendidos aos consumidores.
Em contraposição à privatização, Alexandre Fleming defendeu a modernização da Ceasa por meio de investimentos e melhorias na estrutura, sem transferir o controle da gestão à iniciativa privada.
“Modernizar a Ceasa com investimento, controle público e participação de quem trabalha lá”, afirmou o candidato ao apresentar sua posição sobre o futuro da central de abastecimento.






