Os depoimentos da CPI da Covid e as perguntas do relator, o senador Renan Calheiros (MDB), mostram que o Governo Bolsonaro, além de omisso, mente ao falar da contratação de vacinas, insumos na pandemia, ajuda aos estados, ações da administração federal.
Por isso, Calheiros precisa dar velocidade ao ritmo da CPI, já que os mentirosos, até agora, não foram presos. O senador deve ajudar a descobrir os caminhos do dinheiro em torno desta tragédia, além das quebras de sigilo.
Bolsonaro & filhos sabem fazer algazarra política mas a comissão não pode elevar as incertezas sobre seus resultados. Mostrar os conflitos do Governo em suas negativas para a realidade pode ser menos útil que descobrir quem e quanto ganhou esse pessoal que se mostrou favorável ao negacionismo.
A aparelhagem esteve e está em funcionamento nas redes sociais. São ações coordenadas que, inclusive, chegavam e chegam aos estados. De onde veio o dinheiro para financiar negacionistas nas ruas, diante dos quartéis, falando em vírus chinês, conspiração comunista, incentivo à não-vacinação enquanto as restrições à mobilidade eram e ainda são garantia de sobrevivência enquanto a vacina não chega para todos?
Há um impacto invisível em toda esta confusão liderada pelo Palácio do Planalto. Que Bolsonaro foi inoperante na pandemia não há mais dúvidas. Os depoimentos dos governistas reforçam o que já se sabe.
Mas, Renan Calheiros tem obrigação de responder, através das investigações que vai solicitar, é se toda essa gente foi paga para esquecer (ou ignorar) o mundo real.
Essa é a cereja do bolo da CPI.






Uma resposta
A cereja do bolo é prender governadores (o próprio filho do relator) e prefeitos que fizeram a verdadeira algazarra com dinheiro público.