A era Jair Bolsonaro ajuda a propagar o senso comum que serve para justificar o poder quase absoluto de alguns setores da sociedade, como os ligados ao Judiciário.
Em tempos de crise, o STF abriu uma licitação no valor de R$ 1,1 milhão para a compra de lagostas e vinhos importados, tudo da mais finíssima qualidade como exigem as monarquias absolutistas.
Mas, não houve manifestações indignadas nem dos plebeus nem da ralé bolsonarista. Porque o STF é quem vai dizer o futuro de Flávio Bolsonaro no caso do Queiroz. E Flávio busca descaradamente barrar as investigações sobre laranjas e milícias e Queiroz.
Para ajudar a tirar o foco de um assunto tão incômodo ao presidente, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou cortes de dinheiro para o orçamento de custeio das universidades.
E como os bolsonaristas se informam pelos vídeos do Olavo de Carvalho ou pelas mensagens e correntes distribuídas pelo WhatsApp, eles fizeram discursos ao estilo nas redes sociais.
O principal destes discursos é que a educação não precisa de muito dinheiro, bastando inteligência (kkkk) para ser usado e gestão, com uma boa auditoria nas contas destas universidades que forma comunistas.
Ideias tolas, como se vê.
Entre os bolsonaristas, a indignação é seletiva.
Os ministros do STF podem gastar quanto quiser. Mas as universidades, não.
Universidade produz pesquisa. Mas não só isso.
São as universidades que estudam o fenômeno geológico no bairro do Pinheiro, em Maceió. O bairro está afundando. Quem torce pelo corte de recursos para as universidades e mora no Pinheiro não sabe o que está fazendo.
Se não existisse a Faculdade de Medicina do Rio talvez nunca existiria um Osvaldo Cruz, que coordenou as campanhas de erradicação da febre amarela e varíola. Cruz é reconhecido no mundo.
E não existiria a Fundação Osvaldo Cruz, que descobriu a relação entre a microcefalia e o vírus da Zika. Graças a pesquisadores formados nas universidades brasileiras.
Umas garrafas vinho e algumas lagostas a menos não matarão os ministros do STF de fome.
Milhões a menos para as universidades, sim.






Uma resposta
Nenhum ministro do STF foi escolhido por Bolsonaro, mas a maioria deles foi escolhida pelos presidentes comunistas FHC, Lula, Dilma e Temer.
E por falar em Lula, Dilma e Temer foram eles que fizeram CORTES E CONTINGENCIAMENTOS NA EDUCAÇÃO maiores do que os atuais.
E quanto às lagostas, pode colocar na conta dos comunistas que escolheram esses ministros que estão lá.