Policiais civis realizam protesto pacífico, dentro do Palácio do Governo

Com adesivos nas mãos e em silêncio, eles mostram que mais de 11 mil pessoas foram assassinadas no Estado nos últimos cinco anos, em Alagoas

Integrantes do Sindicato dos Policiais Civis realizam protesto, durante visita do ministro da Justiça, Jose Eduardo Cardozo, a Alagoas. Com adesivos nas mãos e em silêncio, eles mostram que mais de 11 mil pessoas foram assassinadas no Estado nos últimos cinco anos, em Alagoas. O protesto pacífico é realizado dentro do Palácio República dos Palmares.

Violência

Números do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas indicam que uma pessoa é morta a cada três horas no Estado, que é o mais violento do Brasil, segundo o Ministério da Justiça. Nesta terça-feira, os policiais fazem vigília na porta do governo, cobrando melhores salários e condições de trabalho nas delegacias.

“É um índice insuportável para a população e o resultado da falta de investimentos”, conta o diretor do sindicato, Antônio Zacarias. Em cinco anos, dois meses e 19 dias, 11.046 pessoas foram mortas em Alagoas.

Um policial civil alagoano recebe cerca de R$ 2 mil. A categoria quer 40% do salário de um delegado, mais implantação do Plano de Cargos e Carreira. Na semana passada, a Justiça determinou a interdição de uma delegacia no interior do Estado porque o prédio ameaçava desabar.

Pelos números do Ministério da Justiça, Alagoas lidera o número de homicídios no País: o primeiro entre 15 e 24 anos (125,6 mortes por 100 mil habitantes) e o primeiro entre 15 e 29 anos (122,7 por 100 mil).

Maceió, pelos dados da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, é a terceira cidade mais violenta do mundo.

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