Em editorial publicado neste sábado (12 de setembro), o jornal O Estado de S. Paulo elevou o tom das críticas e sinalizou o rompimento definitivo com a postulação política do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Sob o título “Flávio é um candidato sob suspeita”, o tradicional veículo da imprensa paulista afirmou categoricamente que o parlamentar não apresenta a qualificação moral exigida para exercer cargos públicos eletivos ou chefiar o Executivo nacional.
O posicionamento do veículo de comunicação ocorre no contexto das investigações e denúncias que envolvem repasses financeiros e a mistura entre interesses públicos e privados. Entre os pontos destacados no texto editorial está o financiamento ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e projetos audiovisuais investigados.
Para o Estadão, a postura do senador diante dos fatos evidencia uma “falência ética”. O jornal criticou as justificativas apresentadas por Flávio Bolsonaro, que classificou as transações financeiras como meras relações de caráter privado. Segundo o editorial, um postulante ao Palácio do Planalto deve ser capaz de distinguir o público do privado e o lícito do ilícito.
“Isso só reforça que Flávio Bolsonaro não reúne condições morais nem sequer para disputar cargos eletivos, quanto mais para ser chefe de Estado e de governo. (…) Diante dessa mixórdia entre interesse público e interesses privados, Flávio não só segue devendo explicações convincentes ao País, como chega a ser cínico ao insistir que tudo não teria passado de uma relação ‘privada’, envolvendo dinheiro ‘privado’. Está-se diante, isso sim, de sua própria falência ética”*, pontuou o jornal em trecho do editorial.
Com a declaração, o *Estadão* enquadra a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro como inviável do ponto de vista ético, consolidando o distanciamento de setores conservadores e da imprensa em relação à sua pré-candidatura.






