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Em pronunciamento, Arthur Lira se esconde para desviar impeachment

Arthur Lira se pronunciou sobre a mais nova crise institucional gerada por Jair Bolsonaro.

O presidente da Câmara repetiu mais do mesmo. Falou no Brasil real, aquele que sente os efeitos dos reajustes dos combustíveis e do gás.

Bem diferente do que disse há duas semanas, em Alagoas, endossando as notícias falsas do bolsonarismo, responsabilizando os governadores com seus ICMS dos combustíveis.

“O governo federal já zerou as taxas, e é importante que cada um faça a sua parte, porque é a população que mais sente no bolso”, disse, na cidade de Lagoa da Canoa.

Nesta quarta, mudou o personagem. Reinventou outro: falou que é hora de pacificação, de “dar um basta”. Nada de nomes.

O Arthur Lira que apareceu diante das câmeras num pronunciamento lido era alguém acuado, gaguejando, um diplomata com disposição de tolerar mais descalabros do chefe do Executivo.

Ao medir as palavras, não afetou ou feriu os negócios do Centrão e dele mesmo com o presidente da República.

Salvaram-se os anéis e os dedos.

Assistimos um Arthur Lira ao natural: por mais crimes de responsabilidade Jair Bolsonaro seja acusado, ele permanece intocado à frente do país.

Porque no caos, os negócios vão bem.

Não para o resto dos mortais, é claro.

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