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Direita, esquerda e caos intencional

O discurso faz parte da manutenção estrutural de qualquer tipo de poder, mas, em sociedade, não tem o poder de substituir uma estrutura em efeitos políticos, econômicos, culturais e históricos; desse modo, podemos afirmar que nem tudo é apenas discurso.

O jogo do poder tem nos empurrado para muitos lados no país que não se reconhece no próprio rosto, o Brasil onde a direita conservadora não quer conservar princípio algum e a esquerda queima diálogos a esquecer que do topo, o poder dominante contempla o caos.

O básico dessa história nos leva aos períodos inóspitos da construção bruta das condições de domínio implementadas com ou sem registros históricos, onde a única vida que importou, foi a de quem venceu.

Herdeiros das violências letais, somos também transportadores de outras manifestações destruidoras, deixando a impressão de que a caminhada humana nos trilhos da dominação e manutenção das estruturas de mando e apropriação do poder, sempre pode voltar ao ponto do qual impulsionou força, ainda que seja algo brutal.

Essa coerção dominante conseguiu fragmentar algo que intencionalmente sempre foi mal compreendido no Brasil: ser de esquerda política.

O caos discursivo reina. Mistura na base os conceitos conservadores sem lastro de bom senso, narrativas religiosas com pinceladas de teologia da prosperidade, jargões esquerdistas atualizados na fluidez da linguagem e uma repugnante onda de violências derramadas nas relações sociais.

Vale tudo pelo poder tem descaracterizado inúmeras referências de civilidade.

Para compreender este processo minimamente, nosso trabalho analítico pede amadurecimento e paciência na leitura, pois apenas direita, apenas esquerda, já não explicam os atalhos da destruição que grassa, nem permite o vislumbre de saídas imediatas.

A solução precisa ser criada.

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