Cresce número de consumidores com dívidas atrasadas na capital

Os gastos com educação novamente foram os principais motivos de endividamento em março, mas em um nível bem menor do que em fevereiro (40%)

Pesquisa sobre o Perfil de Endividamento do Consumidor de Maceió, realizada pelo Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento (IFEPD), mostra que o percentual de consumidores com dívidas atrasadas cresceu de 27,7% para 37,9%- na comparação do mês de fevereiro e março. Já a taxa de inamdimplência cresceu de 2,4% para 3,9% dos consumidores.

A novidade é que houve diminuição do comprometimento da renda familiar com dívidas que recuou de 45,5%, em fevereiro – que foi o mais alto nível verificado em 12 meses – para 39,7%, em março, diz a Fecomercio.

A principal causa para elevação dos níveis de endividamento é o desequilíbrio financeiro (51%), seguido do esquecimento em pagar contas (23,7%) e adiamento do pagamento (10,3%). O percentual de consumidores que estão contestando dívidas é elevado, 17%.

Para o consultor econômico da Fecomércio-AL, Fábio Guedes, os números ainda indicam o processo de transição entre os anos de 2011 e 2012, quando os consumidores em dezembro realizaram muitas compras, geralmente contraindo dívidas por meio de prestações e uso de cartões de crédito. Além disso, os primeiros meses do ano se concentram despesas adicionais como, impostos, compra de material escolar e despesas com férias. “O conjunto de gastos acaba influindo nos índices de endividamento, mas nada preocupante”, disse.

De acordo com a pesquisa, os homens (78,5%), na faixa de idade entre 18 e 24 anos (80%), são os que mais contraem dívidas. A faixa de renda familiar que apresenta a maior faixa de endividamento (80,5%) é aquela que tem menos que cinco salários mínimos.

Por outro lado, as consumidoras são as que mais deixam contas em atraso (34,5%), com idade entre 18 e 24 anos (37%) e com renda abaixo de cinco salários mínimos. Em relação à taxa de inadimplência, quando uma dívida é atrasada em mais de 90 dias, os homens são os mais frequentes (6,9%), na faixa de idade entre 24 e 35 anos e com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos.

Os cartões de crédito continuam liderando o maior percentual de consumidores endividados (58,8%), seguidos dos financiamentos (37,8%), empréstimo pessoal (11%), cheque especial (8,9%), carnês de lojas (8,4%) e cheques pré-datados (8,5%).

Os gastos com educação novamente foram os principais motivos de endividamento em março, mas em um nível bem menor do que em fevereiro (40%). 28,2% dos consumidores assumiram mais dívidas com produtos e serviços relacionados a esse tipo de despesa. Seguido de alimentação (25,1%), vestuário (24%), aluguel residencial (18,3%), tratamento de saúde (16,5%), seguros (13,8%), reforma residencial (12,5%), eletroeletrônicos (12%), móveis residenciais (8,6%), eletrodomésticos (7,5%).

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