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Condenado por assassinato é o novo prefeito de Roteiro

Paulinho (MDB) é o novo prefeito da cidade de Roteiro, com 52,41%. Venceu Thiago Cursino (PL), 46,23%, e Irmã Tô (Rede), 1,36%.

Paulinho (que era do Cartório) retirou o sobrenome, recebeu o apoio do presidente da Assembleia Marcelo Victor (MDB) e foi um dos três condenados, em maio de 2014, pelo assassinato do estudante Diego Florêncio, na cidade de Palmeira dos Índios.

Tudo sobre o caso Diego Florêncio

Juliano Ribeiro foi acusado de ser o autor dos disparos e condenado a 19 anos, 9 meses e 15 dias; Antônio Garrote da Silva Filho, o “Toninho”,hoje vereador em Palmeira, e Paulo José Leite Teixeira, o “Paulinho do Cartório”, deverão cumprir pena de 14 anos e 3 meses cada um.

Em 8/3/2018, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça anulou o juri porque uma das juradas era servidora do Poder Judiciário, o que a lei não permite.

Eleição tensa

A cidade de Roteiro teve dois grupos políticos que disputavam o poder. Segundo relatório da área de inteligência da Polícia Militar alagoana, os eleitores estão sob ameaça. Porque os dois grupos contrataram seguranças armados privados. “(…) o clima eleitoral do município como MUITO ACIRRADO (maior grau de risco possível no departamento de inteligência)”, escrevem os agentes do departamento de inteligência da PM que ficaram 30 dias em Roteiro.

O relatório- chamado de minucioso pelo desembargador eleitoral Rodrigo Malta Prata Lima- embasou o pedido de tropas federais para o município. Há “(…) indícios fortíssimos de compra de votos, propaganda ilegal, crimes contra a honra do  código eleitoral, desobediências relacionadas ao processo eleitoral e presença de SEGURANÇA PRIVADA ARMADA DOS DOIS LADOS POLÍTICOS”. O destaque foi dado pelo desembargador.

Há “elevada possibilidade” de distúrbios no dia eleição, explica o magistrado.

Apesar do secretário de Segurança Pública Flávio Saraiva garantir que a Polícia Militar tem efetivo e condições de controlar o clima em Roteiro, o desembargador Prata Lima diz que o reforço do efetivo da polícia para atuar em caso de necessidade demora 40 minutos para chegar a cidade (saindo de São Miguel dos Campos), “o que inviabilizaria qualquer tomada imediata de atitude no caso de uma necessidade real, além disso, a situação encontrada é de um baixo efetivo da Polícia Militar no supracitado GPM (Grupamento de Polícia Militar). Bem como destaco que o município possui um grande histórico de disputas acirradas e de cometimento de ilícitos em eleições passadas” resume o desembargador.

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