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Roteiro: seguranças privados e armados preocupam TRE e PM

Com histórico de assassinato, a cidade de Roteiro tem dois grupos políticos que disputam o poder. Segundo relatório da área de inteligência da Polícia Militar alagoana, os eleitores estão sob ameaça. Porque os dois grupos contrataram seguranças armados privados. “(…) o clima eleitoral do município como MUITO ACIRRADO (maior grau de risco possível no departamento de inteligência)”, escrevem os agentes do departamento de inteligência da PM que ficaram 30 dias em Roteiro.

O relatório- chamado de minucioso pelo desembargador eleitoral Rodrigo Malta Prata Lima- embasou o pedido de tropas federais para o município. Há “(…) indícios fortíssimos de compra de votos, propaganda ilegal, crimes contra a honra do código eleitoral, desobediências relacionadas ao processo eleitoral e presença de SEGURANÇA PRIVADA ARMADA DOS DOIS LADOS POLÍTICOS”. O destaque foi dado pelo desembargador.

Há “elevada possibilidade” de distúrbios no dia eleição, explica o magistrado.

Apesar do secretário de Segurança Pública Flávio Saraiva garantir que a Polícia Militar tem efetivo e condições de controlar o clima em Roteiro, o desembargador Prata Lima diz que o reforço do efetivo da polícia para atuar em caso de necessidade demora 40 minutos para chegar a cidade (saindo de São Miguel dos Campos), “o que inviabilizaria qualquer tomada imediata de atitude no caso de uma necessidade real, além disso, a situação encontrada é de um baixo efetivo da Polícia Militar no supracitado GPM (Grupamento de Polícia Militar). Bem como destaco que o município possui um grande histórico de disputas acirradas e de cometimento de ilícitos em eleições passadas” resume o desembargador.

Voto

Um dos candidatos que disputa a Prefeitura de Roteiro é Paulinho do Cartório, apoiado pelo presidente da Assembleia Marcelo Victor.

Paulinho foi um dos três condenados pelo assassinato do estudante Diego de Santana Florêncio, na cidade de Palmeira dos Índios.

A decisão foi do Tribunal do Juri em maio de 2014.

Juliano Ribeiro foi acusado de ser o autor dos disparos e condenado a 19 anos, 9 meses e 15 dias; Antônio Garrote da Silva Filho, o “Toninho”,hoje vereador em Palmeira, e Paulo José Leite Teixeira, o “Paulinho do Cartório”, deverão cumprir pena de 14 anos e 3 meses cada um.

Em 8/3/2018, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça anulou o juri porque uma das juradas era servidora do Poder Judiciário, o que a lei não permite.

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