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Com R$ 5 bi em caixa, Renan Filho prepara obras de olho no Senado

Em Alagoas já se articulam dois grandes blocos, que tendem a polarizar as eleições: de um lado, a aliança comandada por Arthur Lira (PP), citado como candidato a governador pelo Centrão – PSD, PTB, PL, SD, Pros e Avante, tendo como membro da chapa o ex-presidente com Fernando Collor (Pros), que disputa a reeleição ao Senado.

Derrotar Renan Calheiros, aliado de Lula, será um dos objetivos do governo Bolsonaro. Essa aliança deverá atrair os pequenos partidos de direita que atualmente apoiam Bolsonaro no Congresso e JHC, que foi apoiado por Arthur Lira na eleição municipal. Essa coligação depende do resultado das eleições para a presidência da Câmara.

Se eleito em Brasília, Arthur Lira trabalharia para se manter no posto em 2022. No outro lado, Renan Filho, Rui Palmeira e seus aliados do governo, estão articulando uma chapa ainda sem nome para governador, mas com o atual governador definido como candidato ao Senado, numa aliança com fortes chapas proporcionais.

Imprensado entre os dois grandes blocos, torcendo pela vitória de Arthur Lira em Brasília, Rodrigo Cunha está trabalhando sua candidatura a governador numa coligação com o DEM, com o apoio de JHC por uma razão óbvia: a vitória de Cunha a governador significaria um mandato de quatro como senadora para Eudócia Caldas, sua primeira suplente e mãe de JHC. É bom lembrar que Rodrigo Cunha, no PSDB, vem impondo seu projeto político, vencendo Rui Palmeira e afastando o ex-presidente Claudionor Araújo e a deputada federal Tereza Nelma na sua estratégia de alianças para 2022. Apostou e ganhou com JHC e, de sobra, levou o suplente Pedro Vilela (PSDB) para a Câmara dos Deputados. Pelo seu apoio decidido, o senador de Arapiraca terá forte influência na composição da prefeitura de Maceió.

A coligação PDT/PSB em apoio à candidatura de Ciro Gomes deverá apresentar nomes às eleições majoritárias, como Lessa e Heloisa Helena.

Os partidos mais à esquerda como o PT, PSol e PCdoB, deverão trabalhar uma aliança, reapresentando os nomes de suas lideranças que se destacaram nas eleições municipais. Em todos os casos, haverá uma preocupação com a cláusula de barreira, privilegiando a eleição de deputados federais e estaduais.

Em Alagoas, por exemplo, segundo os especialistas em cálculos eleitorais, o quociente mínimo será de 60 mil votos para eleger um deputado estadual e 160 mil para viabilizar um federal, o que deverá provocar mudanças e novidades em muitos partidos.

Se para o cargo de governador ainda não existe definição clara dos nomes, a vaga do Senado será disputada entre Collor e Renan. Collor está em plena campanha, com apoio do governo federal, assumindo ser o porta-voz dos municípios para os quais já viabilizou R$130 milhões somente no ano passado. Segundo fontes próximas ao ex-presidente, na última eleição municipal ele confirmou apoio nos 102 municípios. Sem as amarras de um partido forte ou compromissos de algum cargo governamental, Collor corre solto para fazer alianças e atrair apoios à sua candidatura.

Por seu lado, Renan Filho não se saiu bem nas eleições municipais e perdeu nos dois principais colégios eleitorais de Alagoas. Em Maceió, tanto Davi Filho (PP) como JHC bateram na tecla dos “Calheiros que dominam Alagoas” tirando força do candidato governista, Alfredo Gaspar, que, mesmo com o apoio de Renan Filho e do ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira, teve apenas 29% dos votos no primeiro turno, menos que os votos da abstenção; em Arapiraca, a candidatura de Luciano Barbosa se transformou numa campanha anti-Renan, marcada pelo bairrismo arapiraquense, difícil de modificar em 2022.

Os outros quatro candidatos que disputavam o pleito em Arapiraca também fizeram campanha anti-Renan. Esta é a segunda derrota de Renan Filho nas recentes eleições municipais. Na passada, perdeu tanto em Maceió, com Cícero Almeida, como em Arapiraca, com Ricardo Nezinho.

Collor lançou Arthur Lira para governador, mas poderá apoiar, também, Rodrigo Cunha, assim como fez na campanha de municipal em Maceió, quando deu apoio a JHC e Davi Davino. Arthur Lira soma o apoio do governo federal com o da maioria da Assembleia Legislativa e dos prefeitos alagoanos. Na última eleição elegeu diretamente 30 prefeitos e, nas articulações para eleição da mesa diretora da Câmara de Maceió, Arthur Lira vem mostrando força, ao lado do deputado estadual Davi Maia (DEM).

Renan Filho por sua vez está sem opções fortes para o governo estadual. Nos círculos palacianos, são citados os nomes de Rui Palmeira, Alexandre Ayres e Isnaldo Bulhões, mas a decisão final somente será tomada em 2022.

Na área da centro-esquerda, a dupla Ronaldo Lessa e Heloísa Helena desponta como uma alternativa forte. A aliança nacional entre PDT e REDE de Marina Silva facilita essa reaproximação em Alagoas.

O ex-governador e a ex-senadora até que tentaram uma aliança na eleição municipal, mas a decisão do PDT nacional de obrigar uma aliança com JHC atrapalhou os planos de uma chapa centro-esquerda competitiva.

As conversas entre Ciro Gomes e Marina Silva podem levar a uma repetição da chapa vencedora de 1998 para o governo de Alagoas. Por outro lado, o PDT, sem eleger nenhum vereador na capital, está incomodado na prefeitura de Maceió, com a administração cada vez mais definida pelos líderes do DEM e das legendas que apoiaram Bolsonaro. Alguns pedetistas lembram que JHC disputou as eleições de 2014 em aliança com o PSL. Os partidos mais à esquerda, PT, PSol e PCdoB, a exemplo do que fazem as suas direções nacionais, devem se aproximar em Alagoas. Com nomes menos conhecidos e estruturas menores, vão apostar na campanha para presidente e na eleição de deputados federais e estaduais.

Perspectiva

A candidatura de Arthur Lira ao Governo depende do resultado em Brasília. Mesmo perdendo a presidência da Câmara, continuará liderando o Centrão no apoio ao governo Bolsonaro. Aguardando o desfecho da Câmara, o senador Rodrigo Cunha aposta para unificar as forças anti-Renan, ganhar o cargo de governador e reeleger Collor. Por sua vez, Renan Filho joga as fichas nas boas condições financeiras do Estado, com mais de 5 bilhões de reais para gastar nestes dois anos. Para isso, já prometeu duplicar as estradas Maceió-Maragogí e Arapiraca-Delmiro, construir a ponte sobre o rio São Francisco, de Penedo a Propriá, o aeroporto de Maragogi. um hospital em Delmiro e outro em Maceió.

As eleições serão em outubro de 2022, mas as articulações já estão em pleno vapor e as peças andam em rápido movimento.

Uma resposta

  1. Infelizmente a Política não e e nunca será a qual se tem.nas teorias porque na prática e os o politicos e suas politicagens e de da embrulho no estômago de pessoas descentes e sem grau de ganancia por poder o povo so e e sempre sera o.estrume para emgordar dos gados.

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