Dos 3 candidatos mais bem colocados na disputa pela Prefeitura mais rica do Brasil, a de São Paulo, Guilherme Boulos é o único sem o apoio de sobrenome decisivo numa eleição nem a sombra do presidente da República nem um partido de grande estrutura muito menos tempo de TV.
Não é à toa que a publicação conservadora Veja comemora seu desempenho. Boulos empurra segundo turno entre Russomano e Bruno Covas, dois candidatos sem favoritismo numa disputa marcada como o mais importante teste de poder do bolsonarismo neste ano pandêmico e sem debates na TV- exceção da Bandeirantes- neste primeiro turno.
Se Boulos for ao segundo turno, a festa da Veja virará declaração de guerra ao líder do MLST, associando-o a Lula, ao petismo (para a reação do antipetismo) etc.
Boulos teve 2 eventos que marcam bem seu crescimento nas pesquisas: o debate na Band, em 1 de outubro, e no dia 7, quando o Youtuber Felipe Neto- uma das 100 pessoas mais influentes do mundo – pediu desculpas aos seus milhões de seguidores por piadas contra o MLST e o MST, incentivo mais que direto à campanha de Boulos.
Pensando bem, Lula fez bem em não declarar agora seu voto a Boulos. Seu candidato, Jilmar Tatto, carrega 1% na mais recente pesquisa Datafolha; o ex-ministro da era Lula, Orlando Silva (PC do B) também tem 1%.
O fantasma do antipetismo assombra esta eleição, com Bolsonaro e sua Polícia Federal a tira colo abrindo inquéritos contra a lei da segurança nacional e disposição levar às últimas consequências seu projeto de poder.
E Boulos não é petista nem lulista. É o representante da esquerda mais bem posicionado nestas eleições. Para o temor da extrema direita.






Uma resposta
Certamente não é o mais bem posicionado “no país”, mas em São Paulo.
Pelo país temos Edmilson em Belém/PA, por exemplo