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Banco Mundial projeta mais miseráveis no Brasil, se rede de proteção social não for expandida

O Banco Mundial projeta 115 milhões de pessoas incluídas na extrema pobreza somente este ano. Número que deve crescer para 150 milhões no próximo ano.

São os efeitos da retração econômica na pandemia.

A pobreza extrema neste ano vai recuar a patamares de 2017. E o banco projeta que este é o pior cenário em 20 anos.

No Brasil, diz o banco, já são milhões de empregos perdidos. A rede de proteção social não dá conta mais de atender aos extremamente pobres e a recuperação, como nas crises anteriores, é lenta e desigual, quando falamos dos pobres.

Paulo Guedes avisou: não vai renovar o auxílio emergencial em 2021.

Em 2018, tínhamos 13,5 milhões de pessoas na extrema pobreza.

E esse número deve crescer se a rede de proteção social não for expandida. E teremos ainda pela frente o desemprego.

O Banco Mundial não cita, mas o Brasil está sob um impasse: manter o teto de gastos- que faz evaporar recursos para a educação e o SUS- em meio a uma pandemia e ainda projetando o Renda Cidadã, um Bolsa Família com o jeito de ser de Jair Bolsonaro.

De onde virá o dinheiro? Da mamata oficial do funcionalismo público- incluindo os generais- é que não.

Com informações da Folha de São Paulo.

 

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