As medidas vão ser implantadas pelos ministérios da Justiça, Saúde e Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que vão atuar em conjunto com as secretarias estaduais da Defesa Social, Saúde, Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social e da Paz.
Segundo o acordo, o Governo de Alagoas receberá recursos para o treinamento e capacitação de profissionais da área de segurança pública, construção e compra de equipamentos do novo Instituto Médico legal e do Instituto de Criminalística, entre outras medidas.
Alagoas é o oitavo estado brasileiro no ranking do Governo Federal que mais recebeu recursos, em 2011, para ações de enfrentamento ao crack e outras drogas. Pelos números da União, Alagoas é o terceiro do Nordeste que mais recebeu dinheiro para ações deste porte- R$ 1,4 milhões (exatos R$ 1.411.227,00).
Na região, Alagoas perde para o Ceará (R$ 1.780.391,90) e a Bahia, logo em seguida, (R$ 1.422.342,60).
Minas Gerais encabeça a lista em recebimento de dinheiro para ações de enfrentamento ao crack e outras drogas- pouco mais de R$ 4 milhões (4.039.918,84); em segundo lugar vem o Rio Grande do Sul- que decretou, em 2010, situação de epidemia quanto ao consumo de crack- R$ 3.866.665,30.
Alagoas está bem à frente do Rio de Janeiro- onde as ações de combate as drogas se assemelham as de uma guerra civil: R$ 730.928,00.
A verba para as ações de enfrentamento ao crack e outras drogas foi depositada diretamente nas contas do Fundo Municipal de Saúde, em Maceió- fundo gerido pela Secretaria Municipal de Saúde da capital- foram R$ 1.140.000,00.
O restante do dinheiro foi para a Universidade Federal de Alagoas (Ufal)- através da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes)- R$ 271.227,00.
A verba destinada a capital é de maio- para “incentivo a casas de acolhimento transitório”.
O crack é uma substância derivada da cocaína, apresentada em forma de pedras, feita a partir da mistura da pasta base com diversos produtos químicos. É uma droga estimulante do sistema nervoso central, que causa o aumento da pressão arterial e aceleração dos batimentos cardíacos.
O uso frequente pode provocar convulsões, parada cardíaca e levar à morte.
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