Usinas de açúcar e álcool em Alagoas não são exemplo de inclusão social muito menos relações mais modernas de trabalho.
Nos canaviais, o passado escravagista atua sem nenhum controle, a destruição do meio ambiente acontece sob silêncios do Ministério Público tanto estadual quanto federal.
Até o Detran é benevolente com os cacarecos que transportam cana dos campos para as usinas.
Mas os usineiros sempre querem sugar mais dos cofres públicos de Alagoas.
Agora falam em prejuizos estimados na safra, que pode passar de R$ 340 milhões.
Quem é o “culpado”? O clima porque ele está atrasado a moagem.
Até quando os governantes vão se submeter a estes senhores mercantilistas, promotores de um capitalismo ultraselvagem, atrasado e que tritura pessoas exclusivamente em nome dos lucros?
Estudo divulgado pela FGV mostra que o PIB brasileiro subiria dois pontos se os estudantes de 15 anos atingissem o mesmo nível de aprendizagem dos alunos dos países mais ricos.
Nas regiões canavieiras, o ensino das escolas públicas é tão ruim que são raros os casos de estudantes que conseguem disputar, em igualdade de condições, vagas para cursos superiores mais concorridos, como Medicina, Direito e Engenharia.
As usinas contribuem para este cenário. O entendimento é que a mão de obra não precisa de ampla qualificação principalmente no corte da cana. Basta ler e assinar o nome.
Ou seja, elas têm subsídios estatais mas não querem colaborar para o Estado melhorar a qualidade das pessoas, principalmente aumentar o número de anos de estudo.
É o lucrar em cima da superexploração.
Se nem Deus é poupado da extensa lista de culpados que os usineiros carregam no bolso, o que esperar deste povo tão avarento quando estamos falando de seres humanos que precisam de mais qualificação para ajudar a melhorar a realidade no seu entorno?
Nada, não é mesmo?





