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Um demônio de tiara em Brasília

O que você sente ao imaginar um exército de civis raivosos e armados, atacando outros civis, nas terras do Brasil?

Motivos? Vários, desde que os alvos deste exército estejam na margem brasileira que defende cidadania e direitos previstos na Constituição.

Quem propõe a criação deste exército?

Uma deputada federal, eleita democraticamente.

Onde algo de errado não parece certo, nesta trama?

Até um infante há de perceber que apenas um exército existe no Brasil, aquele formal, que todos conhecemos, com a discursada finalidade de defender a pátria. Ou seja, criar um exército ideológico é crime! É formação de grupo paramilitar, milícia armada.

A deputada divulga este discurso em vídeo. Como se estivesse falando de algo bom, dentro das perspectivas do cargo que ocupa em Brasília.

Julia Zanatta quer crescer para os olhares extremistas, porque isso lhe garantiu a posição que agora ocupa. No ano de 2020 concorreu à prefeitura de Criciúma, no estado de Santa Catarina e ficou em terceiro lugar com apenas 6.953 votos.

A virada foi conquistada a partir do discurso armamentista que ornou com flores e fuzil, fazendo com que se tornasse deputada federal com 111.588 votos do povo catarinense.

Em suas redes sociais defende abertamente os itens nazifascistas mais conhecidos, que emergiram com o bolsonarismo e se tornaram chavões da extrema-direita: família, armamento civil e liberdade econômica.

Com menos de 40 anos e estatura simples, a deputada confunde distraídos com uma tiara angelicalmente posta entre os fios de cabelos loiros, e vai assumindo o lobby armamentista na Câmara, processando dissidentes e adversários políticos com o benemérito sentencial do judiciário catarinense, que ultimamente tem aparecido na mídia com decisões de afetação ideológica evidente, no intuito de manter o redil eleitoreiro e ampliar a representação para o país, sonhando com este exército criminoso.

Os representantes da democracia brasileira na Câmara dos Deputados descumprem a função de ali estarem quando permitem a anunciação de um crime contra a pátria por uma deputada que se regozija em representar um fuzil no parlamento.

 

 

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