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UFAL: Xadrez dos votos passa por usineiros, ultraconservadores da Igreja e esquerda

Com quatro candidatos na disputa, as eleições que definirão o reitor (ou reitora) da UFAL vão para o segundo turno.

Isso porque o atual vice-reitor José Vieira registrou uma chapa com a professora Flávia Voronkoff, do campus Penedo.

Além dele, estão no páreo: Valéria Correia (reeleição), Josealdo Tonholo e Alexandre Toledo.

Vieira tem uma ampla rede de contatos e apoios espalhada pelos centros e departamentos da universidade, principalmente no interior, de onde veio.

Os eleitores do interior – Arapiraca, Palmeira, Penedo, Santana, Viçosa e Delmiro, representam um quarto da votação total da Ufal. 

A expectativa tanto do grupo da Valéria como de Tonholo: Vieira deve ter mais votos que Alexandre Toledo, que, desta forma, ficaria fora da lista tríplice a ser enviada para o MEC, em Brasília, pelo Conselho Universitário.

Toledo, por sua vez, tem forte apoio do PSL – partido do presidente Bolsonaro- e do MBL mais o deputado estadual e usineiro Bruno Toledo além de setores ultraconservadores da igreja católica alagoana.

Valéria conta com forte apoio estudantil, de parte dos centros acadêmicos dos cursos de graduação e de algumas correntes de esquerda.

Tonholo tem mais capilaridade no conjunto dos professores e funcionários, contando com o apoio de setores da Associação de Docentes, a Adufal, e correntes do Sindicato dos Trabalhadores, o Sintufal.

Pesa nesta avaliação a recente decisão da Ufal de suspender o pagamento de algumas rubricas de 1.900 técnicos e docentes, que teve forte contestação dos sindicatos e prejudicou a atual reitora.

Mesmo sendo conhecidas as posições críticas internas de José Vieira em relação a atual gestão, o lançamento de uma quarta chapa foi uma surpresa, articulada em silêncio.

Vieira, que tinha sido descartado do posto de vice-reitor na proposta de reeleição, resolveu se apresentar como alternativa aos que não querem os dois candidatos mais fortes, aproveitando, também, a insatisfação de muitos apoiadores de Valéria Costa pela escolha do nome da médica do Hospital Universitário Ângela Canuto que, na última eleição presidencial, revelou simpatia pelo nome de Bolsonaro.

Ângela é irmã da deputada Fátima Canuto e tia do prefeito do Pilar, Renato Rezende. A família é herdeira da usina Terra Nova.

No xadrez dos votos, a análise interna é que Valéria e Tonholo irão para um segundo turno, já que José Vieira e Toledo terão, juntos, mais de 20% dos votos. 

Respostas de 4

  1. A PRÓPRIA ESQUERDA FAZ PROPAGANDA PARA O TOLEDO. ELE JA GANHOU. AAUI NA UFAL NÃO SE FALA OUTRO NOME. EU COMO TÉCNICO DA BIBLIOTECA ESTOU COM O TOLEDO E NAO ABRO MÃO. NÃO GOSTO DO BOLSONARO, MAS PRECISAMOS DE REITOR EMPREENDEDOR PARA ARRUMAR ESSA BAGUNÇA QUE ESTA A UFAL

  2. Se é reitor empreendedor que você quer, porque não vota no Tonholo? Olha a experiência dele como gestor e à frente das iniciativas de empreendedorismo que verás que não há candidato mais bem preparado. Precisamos de alguém que saiba empreender, gerir, articular e que tenha como partido a Educação e a Ciência e Tecnologia. Por uma UFAL melhor e sem partidarismo político #UfalMais

  3. Uma candidata pelos discentes, um candidato pelos docentes, outro candidato pelas unidades do interior e um candidato que não representa setor importante à educação, com suposto passado criminoso.

    A escolha responsável da lista tríplice parece mais que clara. Não quero ofender ninguém, mas qualquer outro resultado é um sinal do fim dos tempos. Os valores realmente se inverteram. Inteligência não é mais respeitada como antes.

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