Trabalhadores da Ceasa divulgaram manifesto contra a privatização da central de abastecimento e teme que cinco mil trabalhadores fiquem desempregados. E isso também resulte no encarecimento de produtos.
Os permissionários se dizem preocupados com a falta de informações sobre a privatização do prédio, localizado no bairro da Forene.
Existe um projeto de lei, o 2123/2026, tramitando na Assembleia Legislativa, que autoriza a concessão de uso oneroso da Ceasa. Os permissionários não conseguem informações concretas sobre o andamento das discussões. Há rumores de que a privatização estaria pronta para acontecer até o final do ano.
Por isso o manifesto: “Nós, permissionários da CEASA/AL, reconhecemos que a Central necessita de investimentos, modernização, organização, segurança, infraestrutura e melhorias na prestação dos serviços. Entretanto, entendemos que modernizar não significa necessariamente privatizar ou conceder a gestão do patrimônio público à iniciativa privada. Por isso, manifestamos nossa posição pela manutenção da CEASA/AL sob gestão pública, com a criação de um programa de modernização que permita investimentos e melhorias sem transferir a exploração integral do complexo para uma empresa privada”, diz documento.
A CEASA é composta por 500 permissionários, entre empresas familiares e de médio e maior porte, que empregam de poucos a 500 funcionários cada. No total, são gerados no espaço cerca de 5000 empregos diretos, além dos prestadores de serviços, trabalhadores informais e empregos indiretos da cadeia produtiva. É a porta de entrada de alimentos hortifruti e granjeiros para toda Alagoas. Um projeto de privatização pode afetar toda a cadeia produtiva de abastecimento e alimentação, aumentando custos para diversos setores: feiras e mercados públicos, restaurantes e bares, supermercados e o próprio consumidor final.
Segue Manifesto dos Permissionários do CEASA:
🚨 CEASA NÃO É APENAS UM ESPAÇO FÍSICO. É TRABALHO, RENDA E DIGNIDADE.
A possível privatização da CEASA precisa ser tratada com muita responsabilidade e, principalmente, com diálogo com quem construiu sua história diariamente dentro dela: os permissionários, comerciantes, trabalhadores e produtores.
Não somos contra melhorias, modernização ou investimentos. Pelo contrário: queremos uma CEASA mais organizada, eficiente, segura e preparada para o futuro.
Mas privatizar sem ouvir o coletivo não pode ser o caminho.
Estamos falando do sustento de centenas de famílias, de pequenos e grandes comerciantes, de produtores e de toda uma cadeia de abastecimento que chega à mesa da população.
Por isso, fazemos um apelo às autoridades: antes de qualquer decisão, abram o diálogo com os permissionários. Apresentem os estudos, expliquem o projeto, ouçam quem será diretamente impactado e garantam transparência em todo o processo.
A CEASA é pública e tem uma função social. Seu futuro precisa ser construído com participação, transparência e respeito a quem trabalha nela.
📢 Não queremos apenas ser ouvidos depois da decisão. Queremos participar da decisão.
CEASA forte é CEASA com seus permissionários respeitados.






