Qual será o tom que os governadores do Nordeste irão adotar com Bolsonaro amanhã, em Teresina (PI), na reunião que vai discutir um consórcio na região?
Quando esteve em Parnaíba (PI), na semana passada, Bolsonaro disse que combateria os “cocô, comunistas e corruptos”, recado direto aos governadores do Nordeste que se recusam a sentar na mesa com ele porque o presidente hostiliza a região- a única a impor derrota nas urnas ao então candidato presidencial.
Os governadores devem responder à provocação mas será de maneira institucional- com cobranças de investimentos para o Nordeste- ou usando a linguagem chula de Bolsonaro?
Autoritário e centralizador, Bolsonaro investe num discurso bélico para varrer os críticos do seu caminho. Está fazendo isso na Polícia Federal, Receita Federal, no PSL e onde puder mais atuar na tentativa de mostrar força em meio à própria fraqueza.
Só que, no caso dos governadores do Nordeste, as críticas reforçam a união da classe política.O que significa, por outro lado, desarticulação dos próprios bolsonaristas, cujo esforço é seguir a cartilha do Palácio do Planalto.





