Demorou mas o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, descobriu – após o ataque da extrema direita ao Supremo- que existe uma ameaça real às instituições que representam a democracia brasileira. E notas de repúdio não são suficientes para conter este cenário.
É um ataque que se assiste desde Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. Vem acontecendo nas ruas, nas casas, no trabalho, nas redes sociais.
A diferença, agora, é que ele chega ao STF e ao Congresso. Mas isso todos nós já sabemos.
A Polícia Federal revela a existência de um Gabinete do Ódio funcionando dentro do Palácio do Planalto, liderado por Carlos Bolsonaro- um vereador eleito por São Paulo e que se mudou para Brasília. E nada se faz em relação a isso.
Carlos Bolsonaro segue atuando nas redes sociais, ridicularizando as instituições.
O sobrenome lhe garante imunidade parlamentar.
Voltando a Dias Toffoli: ele cobrou responsabilização penal destes grupos financiados ilegalmente.
Quem financia os grupos que atacam e insistem no fechamento do STF e do Congresso Nacional? Por que estes grupos carregam bandeiras exclusivamente bolsonaristas e são radicais defensores de Jair Bolsonaro?
É coincidência? Existem coincidências?
O Ministério Público Federal abriu investigação para investigar o lançamento de fogos de artifício contra o Supremo. Também quer saber porque a Polícia Militar não atuou para conter o grupo de extrema direita, na ação.
O presidente do TSE, Luis Eduardo Barroso, conceitua bem: não são militantes que estão atuando, mas bandidos.
E bandidos são pagos por alguém para cometerem crimes.
As digitais na cena do crime não apontam que a culpa pelos ataques é dos comunistas ou esquerdistas.





