O Tribunal de Justiça de Alagoas condenou oito pessoas por envolvimento em um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 100 milhões. A decisão é resultado da Operação Senhor do Sol, deflagrada em 2019 pelo Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf).
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada e pessoas físicas como “laranjas” para ocultar movimentações financeiras ilegais. Entre os nomes usados como sócios estavam menores de idade, pessoas já falecidas e indivíduos em situação de vulnerabilidade social. Ao todo, foram identificadas 58 empresas envolvidas, atuando principalmente nos setores de atacado de alimentos e transporte.
Fraudes e prejuízo ao erário
De acordo com o Ministério Público, o esquema envolvia o cancelamento indevido de notas fiscais, omissão de receitas e manipulação de benefícios tributários. O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 108 milhões. Durante a operação, foram apreendidos documentos, veículos, equipamentos eletrônicos e cerca de R$ 800 mil em espécie.
As penas aplicadas somam mais de 59 anos de prisão. O líder do grupo foi condenado a 10 anos e seis meses de reclusão em regime fechado. Os demais réus receberam penas proporcionais à participação no esquema.









