Quando o rosto da Tábata Amaral foi alçado à categoria de “enfim uma salvadora!” no cenário desolador da política nacional, obviamente eu também parei e olhei na direção do eco.
Mas, como não sou de “frevar” sem observar o ritmo, fiquei na cautela, buscando compreender mais sobre ela e aquela fala com o então ministro, que ninguém precisava ser formado em Harvard para colocar no bolso. Um poço de incompetência até para pensar e falar português!
O bordão da “Educação virar prioridade”, associado a Tábata, me lembrou outras falas, rostos e personagens, que depois revelaram a insustentabilidade discursiva, quando teoria e prática ganharam dissonância. Portanto, defender “educação” em contexto isolado das pautas societárias e humanitárias de cunho nacional, histórico e cultural, já me soa em desequilíbrio, ainda mais para alguém que estudou Ciência Política!
Educação não é temática ilhada. Pelo contrário, é artéria! Não se pode “salvar” a educação de um país quando a cidadania desse povo está ferida de morte por sucessivas perdas, promovidas por políticas ultraliberais.
Nem uma palavra de Tábata sobre o contexto destruidor.
Contar a própria história de superação quando é eleita deputada federal, como exemplo de meritocracia elevada ao cubo, e ter histórico de militância em movimento autodefinido como “suprapartidário” formado por jovens insatisfeitos com a política, conhecido como “Movimento Acredito” são algumas das razões para eu não acreditar em Tábata Amaral como salvadora da educação brasileira.
Seu mote “morno”, que supostamente agrada a todos os lados, é indicativo de astúcia no atual momento da política brasileira, que demoniza a esquerda e encontrou em movimentos como este ao qual Tábata pertence um celeiro de gente que se apresentou como “nova” na política para captar votos e entrar nela.
Seu partido? PDT.





Uma resposta
Simplificando o óbvio: eleitora do PT (que certamente passa o pano nos inúmeros erros do partido) “caçando” a carteira de esquerda (porque, afinal, esquerda é o PT) de Tábata Amaral. O mesmo discurso de “tanta gente já fez isso” do texto certamente não serviria pra figuras ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Expectativa negativa sobre a deputada pelo simples fato da mesma não estar se arvorando numa negação da realidade como o eleitor petista e suas lideranças o fazem.
Vou até sair da postagem antes que minha carteirinha de esquerda seja caçada também.