Caso Giovanna Tenório. Mirela chora. Testemunha acusa aquela que já não pode fazer a própria defesa de uso de drogas.
Por que essa declaração está sendo tão utilizada na tentativa de justificar homicídios em Alagoas?
Porque nós, sociedade civil, de rótulo cristão e defensores moralistas dos tais bons costumes, assinamos em baixo.
Somos coniventes com essa estratégia policial e jurídica de convencimento da sociedade.
Mesmo se Giovanna usasse drogas (coisa que não posso afirmar) não estaria justificada a morte violenta que lhe foi imposta na flor da idade.
A morte violenta deveria nos indignar tanto que essa falácia moralista cairia, sozinha, por terra! Mas não, nós, os cidadãos e cidadãs (de bem?) avalizamos esse discurso pérfido.
Precisamos reagir contra isso
Essa acusação é indigna demais para continuarmos participando desse jogo espúrio, onde a polícia e os advogados de má fé tripudiam da memória alheia, aumentando infinitamente a dor de quem foi privado da pessoa amada.
Somos uma sociedade do bem? Defendamos o bem.
Sejamos menos vingativos, mais ativos socialmente, culturalmente, religiosamente.
Nossos jovens têm direito a viver e realizar seus sonhos; empregar sua força produtiva, construir caminhos pela existência.
Chega de justificar toda a morte com o uso de drogas.
A grande droga desse tempo é o sistema venal que a todos tenta ludibriar, subornar, em benefício de uma única classe social, que se arroga todos os direitos, inclusive o de matar.
Solidariedade ampliada à família enlutada de Giovanna.
Lamento que nossa sociedade continue passiva, esperando para ver quem será a próxima vítima.





Uma resposta
Concordo plenamente com a reflexão. Muitos estão abusando dessa acusação para punir ainda mais as vítimas. Ruindade deve ter limites!