Correio do Povo
O dono da casa em que três mulheres foram mantidas em cativero por mais de dez anos foi indiciado, nesta quarta-feira pela polícia de Cleveland, nos Estados Unidos, conforme a rede de TV CNN. Ariel Castro, de 52 anos, vai responder por rapto e estupro. Seus irmãos prestaram depoimento e não serão processados.
Ainda segundo a CNN, o ex-motorista de ônibus escolar tem cooperado com as investigações desde que foi detido. O indiciamento inclui três ações por estupro e quatro procedimentos por rapto, incluindo a filha de seis anos que ele teria tido com uma das mulheres mantidas sob cárcere privado.
Resgate
As três mulheres ficaram desaparecidas por uma década e foram encontradas na segunda-feira. Amanda Berry, hoje com 26 anos, foi a que teve uma filha no cativeiro, informou a polícia. A fuga de Berry levou à descoberta das outras duas reféns, Gina DeJesus e Michele Knight. Três irmãos foram detidos pelo crime. Ariel Castro, de 52 anos, Pedro Castro, 54 anos, e Oneil Castro, 50 anos; mas apenas o dono da casa foi considerado responsável pelos crimes.
O pesadelo terminou quando Amanda Berry – sequestrada quando tinha 16 – colocou os braços em um buraco na porta principal e pediu ajuda. Um vizinho viu a moça gritando e tentando sair da casa. “Escutei gritos e vi a garota tentando fugir como uma louca da casa”, disse Charles Ramsey à rede de televisão ABC. “Fui até a entrada e ela disse: ‘Me ajude a sair, estou aqui há muito tempo”, acrescentou.
Ramsey contou que tentou abrir a porta e como não conseguiu, teve que derrubá-la. Berry correu até uma casa vizinha para chamar a polícia, implorando que viessem o mais rápido possível, “antes que ele volte”. “Sou Amanda Berry. Fui sequestrada. Estive desaparecida durante dez anos. Estou livre, estou aqui agora”, disse a jovem ao número de emergência 911.







