Flávio briga para ser o escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, na disputa presidencial como se eleição fosse apenas messianismo ou desejo individual de grupos.
Mas a extrema direita e o que sobrou da direita estão divididas. Os governadores Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Tarcísio de Freitas e quem mais estiver na fila brigam pela vaga que Flávio quer.
Como toda essa gente vai se engalfinhar no primeiro turno e mostrar unidade na fase seguinte da eleição? Como o eleitor vai entender que os inimigos de hoje são os amigos do peito amanhã?
Além disso o Nordeste está de fora do xadrez bolsonarista. Dois líderes do Centrão são do Nordeste: Ciro Nogueira, do Piauí, e Arthur Lira, de Alagoas. Dois ministros do STF são nordestinos: Flávio Dino e Nunes Marques. O Nordeste é a única região onde Bolsonaro perdeu as eleições, vantagem para Lula, que é pernambucano: sete a cada três votos na região para o petista.
Com um detalhe: Maceió é a única capital nordestina onde Bolsonaro foi o mais votado. E ainda assim as pegadas do mito não se espalharam, como se previa.
O bolsonarismo ataca o Bolsa Família porque quer associar o voto em Lula tanto ao programa federal quanto ao Nordeste. Silvinei Vasques, que era diretor Geral da Polícia Rodoviária Federal na era Bolsonaro, está preso por dificultar o voto do eleitor nordestino na disputa presidencial, desobedecendo decisões do TSE.
Jair Bolsonaro, quando fora da prisão e imbroxável, xingou nordestinos de analfabetos, aratacas, cabeçudos, paus de arara, paraíbas enquanto ele se dizia alemão. Nada mais xenofóbico. Qualquer semelhança com a Alemanha da segunda guerra mundial será mera coincidência?
Flavio se diz um Bolsonaro mais light. Ainda assim não convence os poderosos da Faria Lima, os especuladores do capital financeiro, a extrema direita e o restos da direita. Seu projeto único é soltar o pai quando for presidente. E quem sabe torcer pela invasão militar do Brasil por /Traump/.
Com um candidato desses, para que ter um inimigo mais eficiente do Brasil? Ou do Nordeste?





