O fim da escala de trabalho 6×1 deve dominar as discussões no Congresso Nacional logo na retomada das atividades legislativas. Nesta terça-feira (27), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), revelou ter recebido uma sinalização positiva do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o tema avance ainda este ano.
Segundo o parlamentar, embora a votação dependa da “correlação de forças” entre os blocos, há um entendimento de que o debate é maduro e necessário para o país.
O movimento faz parte de uma estratégia maior do Palácio do Planalto. Guimarães classificou a pauta como “estratégica” e decisiva, sinalizando que o PT deve transformar a redução da jornada de trabalho em uma de suas principais bandeiras nas campanhas eleitorais deste ano.
Para o líder petista, o Brasil não pode mais se esquivar dessa discussão, e a intenção é unificar as diversas propostas que já tramitam tanto na Câmara quanto no Senado para acelerar o fim do modelo atual.
Apesar do otimismo, o governo corre contra o relógio. Por ser um ano de eleições, o calendário legislativo é tradicionalmente mais curto, com os parlamentares voltados para as bases nos estados a partir do segundo semestre.
Por isso, Guimarães elencou a escala 6×1 como a “prioridade das prioridades” para este primeiro semestre, tentando garantir que o tema não seja engolido pela polarização eleitoral.
Além da reforma na jornada de trabalho, o governo desenhou um pacote de urgências que inclui as medidas provisórias de políticas públicas, a PEC da Segurança Pública e o debate sobre a tarifa zero no transporte público.
O cronograma oficial começa a ganhar corpo nesta quarta-feira (28), em reunião de líderes com Hugo Motta, servindo de termômetro para a abertura do ano legislativo, marcada para a próxima segunda-feira, dia 2 de fevereiro.








