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Sem CPI da Braskem, Renan perde a chance de nacionalizar gestão JHC

A decisão dos conselheiros do Tribunal de Contas de realizar uma auditoria na papelada da desapropriação do Hospital do Coração pela gestão JHC beneficia o prefeito: ele ganha tempo, enquanto ninguém veda a operação.

Tempo é ouro. Jota só pode se expor publicamente em obras até o primeiro semestre do próximo ano, por causa do calendário eleitoral. Virou o ano, corre mais rápido a areia na ampulheta.

Segue a pequena bancada de oposição ao prefeito na Câmara, denunciando supostas irregularidades. O vereador Joãozinho (PSD) tem sido uma voz ativa neste processo. Semeia desconfiança no destino de R$ 500 milhões do dinheiro da Braskem- verba também usada na desapropriação do Hospital do Coração. Para onde vai o dinheiro?

Tudo isso é pouco, bem pouco, se o senador Renan Calheiros não conseguir emplacar a CPI da Braskem. E o tempo não é lhe é favorável. A CPI precisa, em primeiro lugar, do apoio de Lula. E Renan não tem este apoio porque o futuro das ações da Braskem é discutido com a Petrobras.

Sem CPI, Renan não consegue nacionalizar o que enxerga como problemas na gestão do prefeito. Fica a reboque dos fiscalizadores locais, de reputação manjada.

Sem CPI, Rafael Brito continua patinando, em busca de algo para atingir o prefeito. Isso se ele for mesmo o escolhido para disputar as urnas com Jota.

É uma mudança para deixar tudo no mesmo lugar.

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