A federação PP-União Brasil é pressionada a deixar o governo Lula e bandear-se para o bolsonarismo.
Mas, se isso acontecer, o presidente Lula não vai apoiar Arthur Lira ao Senado em Alagoas. O outro voto de Lula no estado é para a reeleição de Renan Calheiros.
Confirmado o rompimento, Lula pode adotar a mesma estratégia que pôs em prática com Benedito de Lira, pai de Arthur, nas eleições de 2010. Só que ao contrário.
Sob ameaça de vitória de Heloísa Helena ao Senado, Lula deu carga para Benedito, que ganhou a vaga.
15 anos depois, Lula, novamente presidente, pode inverter o polo, retirar o compromisso com Lira e escolher um outro nome.
Condição
Segundo apuração da Coluna Painel da Folha de S.Paulo, o União Brasil condiciona a entrega de seus ministérios no governo Lula à saída do PP do comando da Caixa Econômica Federal, indicado por Lira.
O União Brasil controla três ministérios: Turismo, com Celso Sabino; Desenvolvimento Regional, com Waldez Góes; e Comunicações, com Frederico Siqueira Filho. Já o PP mantém o comando do Ministério do Esporte, com André Fufuca, além da presidência da Caixa.
A avaliação é que o PP não teria força política para confrontar Lira e abrir mão da Caixa, o que serviria de justificativa para o União Brasil manter seus cargos no governo.





