Cenas da saúde.
A partir de hoje, um exército de agentes públicos vai estar nas ruas de Alagoas em combate ao mosquito Aedes aegypti.
O foco é também o zika vírus, responsável por recentes casos de microcefalia no Nordeste.
É uma ação tardia- mais como resposta a um país aterrorizado onde especialistas recomendam que as mulheres adiem uma gravidez neste período.
Por outro lado, o maior posto de atendimento médico de Maceió, o PAM Salgadinho, reabriu as portas ontem após dois meses praticamente fechado ou funcionando pela metade.
Quem tinha consulta marcada só sabia alguma coisa quando apareceu no posto, em busca do médico.
Daí o protocolo é o mesmo porque a saúde na capital não supera a era do papel e do lápis.
Atendimentos são marcados se o paciente entrar em uma fila dois ou três dias antes da consulta.
Na mesma saúde em Maceió, faltam medicamentos a quem tem diabetes e mal de Alzheimer, uma notícia tão vulgarizada que nem assusta mais a leitores ou telespectadores.
Virou clichê.
O poder público sacode da manga uma resposta- e a Defensoria Pública é palco de uma peregrinação de desesperados do SUS.
Médicos ou profissionais da área diriam que isto é um problema da saúde pública.
Será?
Se a tecnologia é usada para marcar matrículas para alunos da rede municipal porque se precisa ficar na fila em busca de um médico?
Não é falha de uma gestão?
Ou existe dificuldade para romper a lógica de alguns vereadores, aqueles que loteiam postos na periferia e controlam o acesso aos profissionais da Medicina?
Saúde pública não é só dinheiro.
Mas também vontade política.





