Se pudesse fazer uma extensa campanha pelo incentivo da oferta de trocados aos meninos que se vestem de “Laurso” assim o faria!
Eles estão lutando contra um sistema gigantesco sem saber que o fazem, preservando elementos culturais dos carnavais passados, onde nem tudo era excesso e desmantelo, onde a fantasia tinha espaço nas esquinas e a alegria era singela.
Observei que raros cidadãos contribuem com eles, e tenho a convicção de merecem muito mais do que moedas, merecem reconhecimento público por manterem um bocado dessa tradição maceioense.
Durante esse mês os encontrei várias vezes na esquina da Avenida João Davino, batendo latas e apresentando uma coreografia espontânea sob feia máscara que a ninguém assusta, pois nos carnavais contemporâneos o que assusta são os altos índices de acidentes, violências e óbitos.
A estes anônimos preservadores de cultura nossa singela homenagem e aos leitores um apelo: se os encontrar nas esquinas, diminui a marcha e joga um trocado pela janela para não deixar morrer o lúdico dessa festa de rua que há muito vem sendo afastada da alegria singela dos meninos e meninas.





