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Rodrigo Cunha adota curvas no discursos só para agradar Jair Bolsonaro

Nem o resultado do Atlas da Violência, divulgado ontem por todos os meios de comunicação do país, foi capaz de sensibilizar o senador Rodrigo Cunha (PSDB) e retirá-lo da incômoda inação para enfrentar questões fundamentais no debate político e social brasileiros.

Posição que tomou para não encarar as tropas bolsonaristas infestando as redes sociais nem mandar recados ao Palácio do Planalto.

Cunha, que usou a mãe assassinada no guia eleitoral para mostrar sua própria “história de superação pessoal”, não é capaz de adotar o mesmo gesto e ao menos mostrar sua indignação com os números do massacre de jovens, mulheres, gays, negros e todas as chamadas “minorias”, conceito clássico e não superado porque o Brasil não se olha no espelho, não encara sua alma violenta, as dores dos crimes da escravidão não resolvidas, da anistia ao banho de sangue na ditadura.

Não somos melhores nem piores como seres humanos. Porém, nosso ódio de classe, a impunidade na guerra urbana, a proteção às milícias ou gangues fardadas nos tornam um caso único no mundo.

Caso para estudo científico, diga-se de passagem. Não teorias subcristãs afofadas pelo poder.

Nestes primeiros meses como senador, Rodrigo Cunha busca uma estranha neutralidade na tribuna. Foi capaz de adotar um tom para a tragédia, causada pela Braskem, os bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro.

Porém, no momento de enfrentar decisões da era Bolsonaro sobre armas, revogar pedaços do código de trânsito, cortes de recursos nas universidades em tom de represália , Rodrigo Cunha quer virar um juiz de paz para estar ao lado do algoz. Buscar uma conciliação inconciliável.

Gesto de covardia política, em resumo.

Na campanha, o hoje senador repetia que não era político profissional.

Não era porque já se tornou. Cunha mexe as pedras do tabuleiro eleitoral em Maceió para o ano que vem e ao Governo, em 2022.

Até lá, vai agradando a gregos e baianos, adotando curvas nos discursos para bem longe do chefão do PSL.

Uma resposta

  1. Seja justo e diga A PARTIR DE QUE ANO o Brasil se tornou campeão mundial em número de mortes violentas e quem era o Presidente da época.
    Seja justo e não esconda que, após Bolsonaro tomar posse, esse número de mortes só vem diminuindo cada vez mais.

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