A vinhaça é um subproduto da produção de etanol a partir da destilação do caldo fermentado de cana-de-açúcar.
A partir da década de 80, devido ao aumento do preço do petróleo, houve também um crescimento significativo na produção de álcool, tendo como consequência uma maior produção de vinhaça, já que para cada litro de álcool produzido, produz-se também de 10 a 18 litros de vinhaça.
Devido ao crescente aumento da produção desse resíduo e a falta de destinação adequada, passaram a ser jogadas em “mananciais de superfícies” (águas de córregos, rios, lagos, açudes, barragens, etc.) destruindo a fauna e flora aquáticas devido ao esgotamento de oxigênio provocado pela proliferação de microrganismos, além de dificultar o abastecimento de agua potável.
Ao despejar vinhaça em mananciais de superfícies também pode haver o agravamento de endemias com malária, amebíase e esquistossomose.
Há pouco tempo atrás em Matriz do Camaragibe, a Usina despejava esse resíduo no Rio Camaragibe, destruindo temporariamente grande parte da fauna aquática local, pois quando terminava a época de moagem de cana, os animais voltavam a reproduzir-se.
Recentemente essa usina e outra da região foram multadas pelo descaso com o meio ambiente, mas continua despejando o resíduo numa área reservada, chamada “área de sacrifício” (áreas de superfície que recebem ou são embebidas com a vinhaça não tratada), essa área torna-se inutilizável.
Ainda é comum observarmos uso de vinhaça para fertirrigação, ja que tem um alto valor fertilizante, mas em contra partida também é um grande poluente.
Se não houver um estudo prévio sobre o tipo de solo e a quantidade adequada de vinhaça a ser utilizada, pode comprometer os lençois freáticos e contaminar o solo.
Muitas industrias, principalmente de açucar e alcool, usam esse resíduo de maneira intermitente e desordenada, causando sérios problemas ambientais e prejudicando a qualidade da própria cana.
Atualmente temos uma enorme deficiência na fiscalização e é muito comum observarmos sérios danos ambientais causados pelo mal uso da vinhaça.









Uma resposta
A MONO CULTURA DA CANA É NEFASTA EM TUDO,ESCRAVIZA SERES HUMANOS,ARRASA O MEIO AMBIENTE E FOMENTA A FOME E A MIZÉRIA. O POVO NAO COME CANA. TUDO EM ALAGOAS VEM DE FORA, ARROZ,FEIJAO, MILHO E ETC. ESSA CULTURA É BOA PARA OS USINEIRO QUE NEM IMPOSTOS PAGAM EM ALAGOAS.ERA QUEM DEVERIA PAGAR MAIS