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Renan Filho quer esticar prazo de pagamento da dívida de Alagoas para 30 anos

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O governador Renan Filho (PMDB) tem uma lista de pedidos ao ministro da Fazenda, Joaquim Lévy, que hoje está em Alagoas para reunião do Comitê Nacional de Secretarias da Fazenda.

Além das demandas do Produban e da Ceal, Renan vai sugerir estender de vinte para trinta anos o pagamento das dívidas dos estados.

Pela ideia, diz o governador, os mais endividados acabam ganhando uma folga financeira de 35% a 40% no pagamento mensal das parcelas.

É vantajoso para Alagoas?

De acordo com Renan, sim.

Em média, o Estado desembolsa R$ 65 milhões por mês- chega a R$ 80 milhões para pagar os juros ou intercaladas da dívida impagável com a União contraída em 1997.

Mas, existem problemas.

A dívida pública não é unificada, ou seja, os estados devem mas alguns quitaram os débitos contraindo outros ou estão próximos de encerrar suas dívidas.

Além disso, o Governo Federal teria de abrir mão de R$ 4 bi a R$ 5 bi, isso em um momento em que o próprio Lévy projeta uma meta de superávit primário de 0,7% do PIB- ou pouco mais de R$ 43 bilhões para os cofres.

Mas os governistas no Congresso Nacional querem que esta meta seja reduzida a zero para não cortar R$ 10 bilhões do Bolsa Família, evitando que 2016 seja um ano tão ruim para a economia como 2015.

Como não há almoço grátis, Renan Filho quer condicionar esse alongamento do pagamento da dívida à aprovação da CPMF- que daria ao Governo Federal um incremento de R$ 30 bilhões.

Fato é que o ministro da Fazenda está em Alagoas no instante em que a presidente Dilma enfrenta a ameaça de impeachment e um Congresso sem maioria.

Dois membros da bancada de Alagoas- Cícero Almeida (PSD) e Pedro Vilela (PSDB)- defendem explicitamente a retirada da presidente do jogo político.

O que Lévy vai dizer aos secretários da Fazenda?

Tudo. Ou nada.

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