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Renan Filho oferece pouco, se for vice de Lula

Mais uma vez o ministro dos Transportes Renan Filho entra na lista de especulados vices de Lula em 2026. O presidente busca o MDB para esticar o tempo de TV e dar mais unidade- beneficiando a reeleição- a uma legenda que é um liquidificador ideológico: é Lula em Brasília, é partido do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, apoiado por Tarcísio, o governador bolsonarista, e ainda indicou o vice no Rio Grande do Sul, do governador anti-PT Eduardo Leite.

Ser vice é apenas compasso de espera. Mas, nos últimos anos, o vice ocupa função importante. Geraldo Alckmin foi governador de São Paulo, hoje lidera a pesquisa ao Senado. Com ele, Lula costurou o maior eleitorado do país.

E com Renan Filho? O ministro governou Alagoas duas vezes, Estado com menos de 2% dos votos nacionais. Pesquisa realizada em setembro mostrou que ele era um dos três ministros menos populares do governo Lula.

Desde então – e com aval de Lula- passou a circular pelo país.

Filho é pragmático. Quando governou Alagoas escolheu Luciano Barbosa- e seu capital político-eleitoral de Arapiraca – como vice.

Nesse mundo tão binário da política-eleitoral, nada é por acaso, não há sonhos, literatura nem imaginação e tudo é cálculo. Renan Filho é o único nome forte do calheirismo para vencer uma eleição tranquilamente ao governo em Alagoas. Não há outro.

Ele aceita ser vice e perder o Governo para um escolhido por Arthur Lira? Para JHC, por exemplo?

A resposta pode ser óbvia, e também indica que os 11 anos do calheirismo no poder em Alagoas não apontam abertura de espaço para a oposição. Mesmo que o prêmio seja o Palácio do Jaburu, toca do vice-presidente da República.

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