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Renan e Marcelo se entendem para evitar surgir um JHC

Renan Filho e Marcelo Victor eliminaram os ruidos. O presidente da Assembleia é reservado, mas abriu uma exceção ao escancarar o verbo,voltando a insistir em Renan governador, excluindo, assim, a chance de saltar de barco. Por exemplo, para o de Arthur Lira.

É provável que o leitor chame isso de amizade. Mas é apenas uma impressão. Renan e Marcelo dependem um do outro no jogo de sobrevivência da política eleitoral, uma atividade humana, porém desprovida de emoções, fraternidades, mesuras. Prevalecem os interesses, o utilitarismo. Só.

Sem Renan, Marcelo terá dificuldades para atrair quase um bilhão de reais por ano para a Assembleia, através de créditos suplementares, emendas parlamentares e outros penduricalhos.

Sem Marcelo, Renan não terá o controle dos deputados muito menos da aprovação das leis e, ao final, nem mesmo da própria gestão.

Ambos lidam com uma faca amolada que corta dos dois lados, porém usada com moderação.

Foi Marcelo quem escolheu o governador de Alagoas. E estamos falando de Paulo Dantas. Claro que ele, Dantas, foi e é competente naquilo que lhe cabe até hoje, mas sem o presidente da Assembleia não haveria o acordo que ajudou na eleição dele e a aprovação de Renata Calheiros ao Tribunal de Contas.

Cada qual no seu quadrado se torna importante. Caso não houvesse entendimento, haveria chance de surgir um candidato a governador, por exemplo JHC, para destrambelhar a engrenagem.

Se Renan Filho está eleito por antecipação? Nem ele próprio soltou os fogos. Ainda.

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