A atuação do senador Renan Calheiros (PMDB) à frente do Senado Federal recebeu um elogio do Correio Braziliense nesta sexta-feira (8), de uma das colunas mais lidas do jornal: a da jornalista Denise Rothenburg. Na discussão do projeto dos royalties, Renan foi chamado de “paciente” e “equilibrado”, apesar de quase ser agredido pelo líder do PR Anthony Garotinho, do Rio de Janeiro.
Veja texto:
O dia é o Internacional da Mulher, mas quem está todo-todo nesses últimos dois dias é o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Depois de uma campanha praticamente clandestina, em que seus aliados torciam para que o barulho de fora não atrapalhasse a eleição, ele assumiu de fato na quarta-feira o comando da Casa. Conseguiu segurar o tumulto provocado por alguns parlamentares para tentar evitar a votação dos vetos sobre os royalties do petróleo e fazer valer a vontade da maioria de proceder a votação. Ali, apesar da ira da bancada do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, que recorreram ao Supremo Tribunal Federal tentando anular a votação, a maioria saiu com a sensação de fortalecimento do presidente do Senado.
Renan foi de uma paciência ímpar. Não se excedeu, nem quando o líder do PR, Anthony Garotinho, do Rio de Janeiro, quase lhe bate o rosto ao puxar o microfone. Tampouco aceitou as provocações ou entrou em bate-boca com os parlamentares que reclamavam as questões de ordem. A avaliação geral, obviamente não compartilhada por deputados do Rio de Janeiro, é a de que Renan foi firme e conquistou o respeito da maioria.
Em política, entretanto, é impossível desfrutar dos louros de um episódio indefinidamente. Ali, Renan matou o primeiro leão, mas faltam outros que ele precisa domesticar ou manter alimentados para que não lhe provoquem desgostos ali na frente. Quem tiver o cuidado de ver o script e o histórico dos senadores do PMDB que ascenderam alguns degraus nesse início de legislatura entenderá ao que estou me referindo.








