Relatórios elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou movimentações financeiras incompatíveis com a sua renda declarada. De acordo com os documentos produzidos pelo órgão, vinculado ao Banco Central, o fluxo financeiro verificado nas contas do parlamentar superou em mais de sete vezes o parâmetro esperado para os seus rendimentos informados.
Principais Pontos Apontados pelo Relatório
Repasse de Escritório de Advocacia: Entre as transações identificadas como atípicas, o Coaf destacou o recebimento de R$ 520,2 mil provenientes da conta bancária de um escritório de advocacia.
Quitação da Mansão em Brasília: Os recursos repassados pelo escritório foram direcionados para liquidar de forma antecipada a dívida do financiamento imobiliário de uma mansão adquirida pelo senador em Brasília, avaliada em R$ 5,97 milhões.
Contradição de Renda: À época em que contratou o financiamento imobiliário junto ao Banco de Brasília (BRB), Flávio Bolsonaro declarou renda mensal composta exclusivamente pelo subsídio de parlamentar e rendimentos de aplicação e franquia comercial, sem mencionar receitas da atividade jurídica. Posteriormente, o senador afirmou atuar como advogado e sustentou a licitude dos valores.
Desdobramentos e Posicionamentos
Subsídio a Investigações: Os comunicados do Coaf são relatórios de inteligência financeira encaminhados às autoridades competentes para instruir apurações em andamento.
Posição do Escritório de Advocacia: O sócio do escritório de advocacia envolvido na transferência afirmou que não comentará o caso em razão do sigilo profissional e das normas éticas que regem a advocacia.
Defesa: O parlamentar sustentou anteriormente a legalidade de suas movimentações e a origem lícita dos recursos aplicados em seu patrimônio.






