Sim, as razões para evitar os serviços de um profissional bolsonarista são muito justificadas.
Um profissional da área sensível da psicologia e psiquiatria, por exemplo, se apoiar Bolsonaro, já olhamos para ele ou ela como se olha para alguém que apesar de possuir formação fortaleceu a aplicação da barbárie, com reflexos patologizantes em nível macro e micro, no Brasil.
Como contar sofreres a um psicólogo “bolsominion”? Nem consigo cogitar! E agora?
Agora também estamos buscando descobrir as preferências políticas dos profissionais aos quais procuramos, e quando se trata da área médica dá até medo, pois se tornaram públicas ações mequetrefes de profissionais da medicina relacionadas ao tratamento dado à família do Lula. Médico de esquerda virou critério de segurança!
Churrascaria, restaurante, bar de fascista, quem arrisca? Depois de animado o indivíduo não vai poder gritar “Lula Livre” ou mandar o Bolsonaro fazer aquilo lá, sem correr riscos de uma guerra ensanguentada. Melhor evitar também!
A coisa chegou a um ponto, que entre um ser humanitário e um “bolsominion” o instinto de sobrevivência já direciona a escolha para o primeiro ser.
Parece cômico, mas seguro morreu de velho e pessoas de esquerda são muito mais “maneiras” para conviver, mesmo que em uma viagem curta de uber.
Apesar do teor bem humorado, o assunto é dos mais sérios, pois existem situações nas quais as escolhas são impossíveis, e aí a tendência que temos é evitar falar em política, sendo isso uma ação política.
Silenciar dissidentes de Bolsonaro faz parte do cardápio fascista, e nunca sabemos o que se esconde por trás de um sorriso burguês.
Nos protejam os sagrados, mas urge aplicarmos prudência nas relações, mesmo quando estamos comprando um serviço de um profissional liberal.
