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Rafael Brito segue como plano A do MDB em Maceió

Ainda que Alexandre Ayres seja bastante lembrado como um candidato mais competitivo, é Rafael Brito quem segue como plano A na lista calheirista para enfrentar JHC.

Isso também revela que Renan Calheiros, todo-poderoso em Brasília, tem seu ponto fraco: a rejeição do eleitor de Maceió.

Em 1985 o PMDB formava um bloco de esquerda buscando quebrar a hegemonia do governo a quatro mãos: o governador Divaldo Suruagy no Palácio Floriano Peixoto (então sede da administração estadual) e Guilherme Palmeira (PDS), vencendo José Moura Rocha (PMDB) na disputa ao Senado.

Suruagy e Palmeira tiveram as carreiras políticas cevadas pelos generais da ditadura militar mas logo pularam a cerca na 1a oportunidade: aquele era o ano das Diretas Já, o enterro da ditadura e a eleição indireta de Tancredo Neves à Presidência da República.

Em 1986, o PMDB venceu o governo com Fernando Collor que ainda atraiu o PTB, o PC do B e o PSC. Derrotou Guilherme Palmeira (PFL). Ao Senado, ganhou Divaldo Suruagy (PFL) e o estreante na vida pública Teotonio Vilela Filho (PMDB), eleito embalado pelo pai, Teotônio Vilela, um dos líderes da redemocratização.

Foi nestas brechas que surgiu Renan Calheiros. No ano de 1988, ele disputou e perdeu a eleição para a Prefeitura de Maceió, enfrentando Guilherme Palmeira em uma das eleições mais escandalosas e podres da história alagoana.

“Da fome de tudo à necessidade de inclusão social, nasceu o cabide de emprego; famílias inteiras para votar em quem conseguia empregar um de seus membros mostrou o sucesso dessa investida, e a partilha de órgãos públicos como potenciais mapas de voto ressignificou as relações entre executivo e legislativo. Divaldo Suruagy e Guilherme Palmeira receberam muitos bilhetinhos em seus bolsos e com suas respostas se tornaram mitos para gerações de eleitores”, analisa a cientista social Ana Cláudia Laurindo.

Em 1990, Calheiros perdeu novamente, só que o governo. O apoio do presidente Fernando Collor a Geraldo Bulhões definiu as eleições. Naquela época, Renan, que ajudou na eleição de Collor, virou oposição e foi testemunha de uma das eleições mais fraudadas da história recente alagoana.

O impeachment de Collor influenciou a eleição do candidato de oposição à Prefeitura de Maceió, Ronaldo Lessa (1993-1997), que elegeu a sucessora Kátia Born (1998-2005). Renan apoiou Teotônio Vilela Filho, que terminou em 3º, em 1992. Insistiu, em 1996, com Albérico Cordeiro. Nova derrota.

O ex-prefeito de Maceió Djalma Falcão foi o último emedebista a sentar na cadeira de prefeito, isso em 1985. Naquela época, Renan não comandava o MDB que se chamava PMDB. Dois meses antes de morrer aos 83 anos em 24 de março de 2017, Falcão deu sua última entrevista à Tribuna Independente. E emplacou: Renan Calheiros não conseguia eleger prefeitos em Maceió porque a capital “não confia mais nos Calheiros”.

Mas Renan Filho foi o mais votado ao governo na capital, no ano de 2014. “Isso tem uma explicação: Renan Filho enfrentou quatro ou cinco anticandidatos. O que mais parecia com um era o Benedito de Lira, que não tinha discurso”, disse Falcão.

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