PSDB e PSB articulam Alexandre Toledo ao Governo, com apoio de usineiros

Se Rui Palmeira anunciar publicamente o que já diz nos bastidores- não ser candidato a prefeito de Maceió- o segundo na linha de sucessão é o deputado estadual Jeferson Morais (DEM)

Uma articulação entre os governadores de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), e de Pernambuco, Eduardo Campos

Secretário teria nome viabilizado por dois governadores

(PSB), costurou um acordo dos dois lados para eleger o secretário Estadual de Saúde, Alexandre Toledo, ao Governo de Alagoas em 2014.

Toledo, que é usineiro, migrou do PSDB para o PSB. Suplente do deputado federal Rui Palmeira (PSDB), Alexandre Toledo abriu mão da suplência- que deveria ser aberta caso Rui Palmeira assumisse a disputa à Prefeitura de Maceió- e vai esperar que Campos e Vilela assumam o nome dele na chefia do Executivo, marcada para daqui a dois anos.

Considerado quadro de luxo pelos tucanos, Alexandre Toledo abriu mão da suplência para garantir que João Caldas (PSDB), candidato a vereador em Maceió, possa assumir a vaga de Rui Palmeira. Mas, Palmeira não deve ser candidato do PSDB à Prefeitura da capital.

“Não basta só querer o Rui na disputa. É preciso que ele possa ter o apoio do conjunto. E isso não está acontecendo”, disse um tucano, sem se identificar. “O nome do governador é desgastado em Maceió por causa dos funcionários públicos. E é difícil levar, ao palanque, o Téo quando a condição é essa”, disse um integrante do QG do vice-governador José Thomáz Nonô (DEM).

A reportagem tentou contato, na quarta-feira, à tarde, com o presidente estadual do PSDB, Claudionor Araújo, mas ele não atendeu às ligações nem retornou os contatos.

Se Rui Palmeira anunciar publicamente o que já diz nos bastidores- não ser candidato a prefeito de Maceió- o segundo na linha de sucessão é o deputado estadual Jeferson Morais (DEM).

O estilo do parlamentar- aliado aos vários candidatos que o Palácio República dos Palmares quer lançar à Prefeitura de Maceió- tem um objetivo: forçar o segundo turno em Maceió. Contra o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), considerado inelegível pelo Movimento de Combate à Corrução Eleitoral (MCCE), que possui ligação com o Governo, disse o próprio Ronaldo, há quatro semanas.

Com bom trânsito na periferia, Jeferson Morais- entendem os palacistas- deve calçar o nome de Alexandre Toledo ao Governo, em 2014. Tanto Morais quanto Toledo terão apoio da Cooperativa dos Usineiros, chefiada pelo cunhado do governador, o empresário João Tenório.

Collor, Renan e Célia Rocha

Enquanto isso, os senadores Fernando Collor (PTB) e Renan Calheiros (PMDB) se revezam, os finais de semana, para viabilizar a deputada federal Célia Rocha à Prefeitura de Arapiraca. Nos bastidores, tanto as pesquisas do Governo quanto às encomendadas pelos dois senadores apontam para uma vantagem expressiva de Célia contra o governista Rogério Teófilo.

E Célia Rocha começa a ser trabalhada como “plano B” ao Governo, em 2014. Temendo que sua candidatura se contamine com a informação de que ela facilita a abertura de uma vaga a seu suplente, o delegado Francisco Tenório- acusado em assassinato- Célia Rocha evita conversar com a imprensa.

Na semana passada, Célia Rocha esteve com Collor em Major Izidoro para lançar a empresária Santana Mariano à Prefeitura da cidade. Lessa foi ao encontro e dividiu espaço com os deputados estaduais Inácio Loyola (PSDB), Ronaldo Medeiros (PT), Ricardo Nezinho (PTdo B), o radialista Alves Correia (PT do B)- outro candidato a Prefeitura de Arapiraca.

E a aproximação política entre Lessa e Célia mereceu críticas do deputado Judson Cabral (PT), que considerou o acordo como “uma relação instável imediata”.

“Não sei se esta aproximação terá frutos imediatos”, disse Cabral- ainda candidato a prefeito de Maceió, pelo PT.

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