Procurador contesta a tentativa de envolver Lula na Lava Jato

Jornal do Brasil

O procurador Carlos Fernando Lima contesta a tentativa de envolvimento do ex-presidente Lula na operação Lava Jato. “Não há investigação envolvendo a pessoa do ex-presidente. O que temos é a investigação de diversos prestadores de serviços para as empreiteiras. Entre as empresas prestadoras de serviço investigadas está a de Lula. Agora, o método de lavagem de dinheiro é a prestação de serviços. No caso da Lils, sabemos que o ex-presidente faz palestras efetivamente”, afirma.

O comentário é uma referência à notícia, que circulou nesta quinta-feira (25/6) sobre um pedido de habeas corpus em favor de Lula feito pelo consultor de Campinas Maurício Ramos Thomaz em um processo da Operação Lava Jato. Em nota do Instituto Lula, o ex-presidente informou que já instruiu seus advogados para que ingressem nos autos e requeiram expressamente o não conhecimento do habeas corpus. Ainda segundo a nota, o instituto soube da existência do habeas corpus pela imprensa. “Não sabemos no momento se esse ato foi feito por algum provocador para gerar um factoide”, diz a nota, acrescentando que estranha que a notícia tenha sido divulgada pelas contas do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) nas redes sociais.

O procurador defendeu cautela sobre as doações do Instituto Lula: “Vamos precisar analisar com cuidado esses valores e as motivações dadas para os pagamentos dessas doações”. Ainda segundo ele, operação não denunciou à Justiça ainda nem 25% dos investigados. Quanto ao bilhete de Marcelo Odebrecht a seus advogados, em que pede para ‘destruir email sondas’, ironiza: “Vamos investigar se houve atentado à lei penal ou ao português. Mas que houve algo estranho, houve”

Em entrevista ao Globo, ele diz ainda que a operação não denunciou à Justiça ainda nem 25% dos investigados. “Ainda temos a parte das sondas, da área internacional do (Nestor) Cerveró e (Jorge Luiz) Zelada. Temos que fechar uma investigação na área de comunicações, que teve informações prestadas pela (ex-gerente) Venina Velosa. E temos a parte de investigação que resultou na prisão do (ex-deputado) André Vargas e do (publicitário) Ricardo Hoffmann, envolvendo a comunicação da Caixa e do Ministério da Saúde. E ainda a questão do cartel em Angra 3 e algo semelhante em Belo Monte”.

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