Os senadores alagoanos Fernando Collor (PROS) e Rodrigo Cunha (PSDB) disseram “sim” ao projeto de lei, aprovado no Senado, que abre um novo marco regulatório do saneamento básico no país. Renan Calheiros (MDB) não votou.
O projeto de lei abre as portas para a privatização dos serviços de água e esgoto no país (hoje nas mãos do Estado, através de empresas estatais), como acontece com a Companhia de Saneamento de Alagoas, a Casal, cuja proposta é vender, para uma empresa privada, a área metropolitana- que dá mais lucros à Casal- e deixa com o Estado a administração da parte que dá prejuízo.
Isso encerra o subsídio cruzado- quando um município mais rico financia os mais pobres para que se alcance o acesso universal à água e ao esgoto.
“700 bilhões de investimentos privados em saneamento graças à mudança na regulação. Donde as pessoas tiram esses números?”, disse o economista Alexandre Andrada, ao falar dos números levantados pelo Senado de investimentos do setor privado em água e esgoto.
