Em um tempo no qual falar sobre política e políticos parece piada, insistimos na seriedade desse tema. Devemos abordar mais. Nos interessar mais por ele. Afinal, os últimos acontecimentos no país e em nosso estado, escancaram a necessidade que temos de atualizar essa discussão, sob o risco de perdermos em um dia aquilo que levamos tantos anos de luta para conquistar.
Sim a quem antes parecia que eleger um deputado era apenas uma prática necessária à manutenção de privilégios que se ostenta longe, muito longe de nós…os fatos mostram que não!
Deputado pode influenciar nos rumos da história da nação; de uma categoria profissional, de um povo!
No caso do impeachment da presidente Dilma, eleita pelo voto de mais de cinquenta e quatro milhões de brasileiros, vimos declarações deprimentes saídas das bocas das figuras públicas que os eleitores mandaram para Brasília, colocando casos pessoais e locais acima do interesse da nação, concretizando um golpe político para o qual o século XXI não havia se preparado.
Herdeiros de dinastias direitistas como Pedro Vilela e Arthur Lira, certamente não representaram Alagoas em Brasília, mas as castas que os pariram e tornaram homens públicos apenas para manter um cetro, que sempre foi apresentado como mero cargo, mas que servem como força de barganha para a continuidade da herança política que as famílias abarcaram como próprias.
Mas sem os nossos votos, elas não possuem força nenhuma!
Por isso os poderosos nos empobrecem historicamente, porque precisam comprar nossa permissão. E não costumam fazer economia para comprar votos, sendo eleitos sem nenhum tipo de vínculo histórico com o lugar que passam a representar. Mas há uma condescendência absoluta com a compra de votos; todos sabem que ocorre mas ninguém sabe onde. Assim, essa prática se revela infindável. Restando apenas a maturação do envolvimento político do cidadão como forma de contornar esse erro histórico para através do voto empoderar pessoas com comprometimento na política representativa.
O estado de Alagoas vota mal. Os representantes pensam sofrivelmente, falam de modo incompreensível, atuam de maneira incoerente e até mesmo inconstitucional, como legisladores.
Temos representações violentas, deputados que declaram abertamente que tanto faz estar preso ou solto. Temos a figura da impunidade, veiculação da ameaça, perseguição à liberdade de expressão…todos vestidos de terno caro em um assento de parlamentar. Como chegaram lá? Pela simpatia é que não. Chegaram pela profissionalização da arte de politicar. E o voto sem qualidade garantiu que ficassem, renovassem, e só não perpetuam porque são mortais.
Qual é então o nosso papel, como alagoanos? Lutar mais para qualificar o debate, até que o voto ganhe autonomia sobre a força bruta que os arrebanha através de cabos eleitorais/prefeitos/vereadores e outros mais, doutores no arrebanhamento barato de gente votante.
Precisamos registrar nossa tristeza com o Projeto Escola Livre, que retira dos professores conquistas seculares no campo da atuação pedagógica e relações com a comunidade escolar.
Mas a deputada Thaise Guedes exibiu um vídeo malhando em uma academia, enquanto o reflexo do seu voto a favor do Escola Livre estampava o atraso alagoano no cenário nacional. Ela que não entende nada de educação, comprometeu o fazer docente da maior categoria profissional do estado. Mas está alheia, indiferente ao resultado, exibindo seu mundo pessoal como o mais importante do momento. Sem dúvida é uma cadeira mal ocupada!
Infelizmente não é a única, os herdeiros Bruno Toledo, Carimbão Júnior, entre outros que nada entendem de escola, professor e políticas educacionais, seguram um discurso de moralidade burguesa ultrapassada, e selam o voto com o nome da família. Legislam sem capacidade de alcançar os efeitos do que fazem.
Ricardo Nezinho não consegue enganar ninguém, e sabemos todos que ele apresentou um projeto trazido por um grupo que tenta enquadrar a escola brasileira na proposta da neutralidade. Nem por isso é perdoável. Pois não se elege um representante do povo para ser “bucha de canhão” de um grupo sem proveitos históricos outros, que não o retrocesso.
Todos os deputados alagoanos que derrubaram o veto sensato do governador Renan Filho, escancaram o despreparo para legislar. E até mesmo alguns que votaram contra a derrubada do veto, no primeiro momento aprovaram algo sem entender o que aprovava, esse foi um péssimo sinal.
Desse modo, pautando o pensamento nesse contexto perigoso, que coloca conquistas em mãos incapazes de preservá-las, reitero a necessidade de politizar nossa relação social, entendendo e fazendo entender que precisamos rever a forma de votar, e até mesmo apresentar candidatos diferentes, nascidos da luta social, com vínculo político para além do complexo de vitaliciedade que marca as casas parlamentares na atualidade brasileira.
Levemos o povo para os parlamentos. Basta de empoderar que sempre feriu esta nação!





Respostas de 3
“Oh, legislador! Não me dê leis para o povo, mas sim povo para as leis”.
Joilson Gouveia*
A despeito da máxima do filósofo germânico Immanuel Kant, citado pelo perlustrado literata no seu “Ponto Crítico”, ainda que seja certo que não se ensina Filosofia, “mas a filosofar”, malgrado sejamos “motivos de chacotas na imprensa nacional”, como assestado, ou de que os “professores” passem a usar de “tornozeleira eletrônicas”, ainda que metafóricas, ou que sejam tolhidos, cerceados ou impedidos de discutir com seus alunos sobre quaisquer matéria de seus interesses – mais dos mestres que dos alunos.
Bem por isso, urge destacar por supina valia e fundamental importância, que, na Educação Infantil ou até mesmo ainda no Ensino Fundamental I e II, cujos discentes, pupilos, alunos, instruendos, estudantes ou aprendizes são e estão em faixas etárias de seis a quinze anos, bem por isso ainda não estão aptos à compreensão, discussão ou avaliação crítica, científica e dialética aos temas que ávidos “educadores” pretendem habilitá-los, capacitá-los ou qualificá-los e afiá-los para sua precoce vida político-partidária ou ideológica, mormente se de matizes preponderantes ou fundamentalmente esquerdistaPATAS, haja vista que sequer detém direitos de sufragar em escrutínios político-partidários senão facultativo ou que lhes são facultados somente aos dezesseis anos.
Os comuna-socialistas – sim os esquedALHAS, pacatos, tolerantes, que não cospem nem mijam nem defecam em seus adversários ou contrários aos seus ideias, ideias e ideologias – os quais já não se contentam com suas cobaias universitárias, no terceiro grau, das faculdades, buscam um público-alvo muito mais jovem, imberbe, pueril e inocente ou idealistas sem ideias ou cognição suficiente para discutir, refletir, compreender e entender sobre a anômala, estapafúrdia e esdrúxula “ideologia do gênero” e as arcaicas, ultrapassadas e superadas ideologias marxistas-leninistas-gramscistas – pois que há o temor da recrudescente corrente de pensamentos de Direita, no Brasil, como esposado na nota de repúdio do COMED-Maceió.
Ora, meu preclaro criticastro do cotidiano e cronista arguto, astuto e sagaz, o evolver do pensamento ou até da “subversão de pensar” requer, aprioristicamente, de uma cognição adequada para o assunto, tema ou ideia levada por tais educadores, para o exercício da livre “liberdade de aprender” que precede, antecede e prevalece ao ensinar ou à “liberdade ensinar” do educador – aliás esta (Educação) deve ser premissa dos pais, da família célula mater da Sociedade, onde os alunos devem ser Educados – o ensino e o aprendizado são subsequente à Educação e à livre vontade de “aprender” com esses “educadores” ou pedagogos e psicopedagogos que pregam sobretudo a ideologia de gênero e outros quejandos!
Enfim, crianças e adolescentes devem aprender a pensar ou a “subverter seu pensamento”, conforme seu amadurecimento gradual, sucessivo e progressivo, sem açodamentos ou precoces saltos evolutivos, mormente se bombardeados por dissimulados sinistros sestros, que abominam aos axiológicos valores exponenciais do Ethos, Morus et Directus ou do direito, da família, da pátria e de divinos ou religiosos, coisas da reacionária Direita; ou não? Para que não seja “ensinado filosofia, mas a filosofar”, o processo ensino-aprendizagem ou aprendizado há de livre, espontâneo, voluntário e, sobretudo, multidisciplinar ou plural dentro dos científicos conhecimentos até hoje adquiridos e acumulados na “Sociedade Civilizada”. Ou não?
É constrangedor, deprimente, degradante ou oprobrioso ver adolescentes e jovens universitários vestidos de “Che” ou defendendo símbolos sanguinários à base martelo e foice! Ou não?
Pitágoras: “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos”.
“Oh, legislador! Não me dê leis para o povo, mas sim povo para as leis”.
Abr
*JG
A QUIZILA ESCOLA LIVRE, O VETO GOVERNAMENTAL E MOÇÃO DE REPÚDIO DO CONSELHO MUNICIPAL DE ENSINO
Joilson Gouveia*
Denota-se, do texto infra, transcrito nos pontos que merecem destaques, que o Conselho Municipal de Educação – COMED, repudia ao Projeto Escola Livre, que restringiria a livre docência ou tolheria a liberdade de seus professores de discutirem ou de incutirem ideias nas cabeças de crianças e adolescentes sobre “ordem política, religiosa ou ideologias”, consoante se pode inferir aqui, a saber:
“O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: (…) II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; (…) VI – gestão democrática do ensino público, na forma da lei; (…).
O mencionado dispositivo constitucional foi obedecido corretamente pelo veto governamental de 25 de janeiro que, em suas alegações, afirmou que o projeto impõe “restrições à ampla liberdade de ensino, de tal modo que ficam os professores proibidos, […] de tecerem qualquer consideração de ordem política, religiosa ou ideológica” tolhendo-lhes “o amplo espectro de atuação do profissional da educação”.
Este colegiado avalia ainda que o referido PL, prestes a ser colocado em votação no Pleno da Assembleia Legislativa de Alagoas para apreciação dos vetos do Poder Executivo, insere-se na mesma filosofia de intolerância política, ideológica, religiosa e de gênero que norteou as discussões do Plano Estadual de Educação e dos Planos Municipais aprovados no decorrer dos últimos meses no estado. Por sua vez, tais iniciativas são estimuladas pelos movimentos de direita que ganham força no País, que visam, fundamentalmente, o cerceamento das liberdades democráticas conquistadas pela sociedade brasileira pós- Regime Militar.
Pelo exposto, este Conselho manifesta-se pela manutenção dos vetos do Poder Executivo ao PL nº 69/2015 e pelo respeito aos princípios constitucionais aludidos, ao tempo em que reafirma sua luta em defesa de uma educação pública, democrática, plural e inclusiva”. (Sic.) – Sem grifos no original!
Por quais razões se insurgem ao PL e defendem os vetos do governo estadual ao indigitado PL citado?
Ora, a Educação Infantil e o Ensino Fundamental e/ou médio se destinam à formação intelectual, personalidade, caráter, conhecimento e ao saber do jovem-cidadão, pelo processo ensino-aprendizagem e educacional destinados às crianças e aos adolescentes.
Portanto, cabem aos municípios estaduais a Educação infantil e o Ensino fundamental I e II, para as faixas etárias de 6 aos 15 anos, e/ou o Ensino de Jovens e Adultos – EJA, nível médio, cujo público-alvo sequer ainda vota, para receber orientação sobre política ou ideologia, por exemplo, haja vista que somente lhe é facultado tal direito de sufrágio aos 16 anos.
Entretanto, pelo que se depreende do repúdio, o busílis, a grande preocupação e o principal receio do referido COMED, que teme ou temeria que elas pudessem ou até possam receber orientações da Direita “que ganham força no País, que visam, fundamentalmente, o cerceamento das liberdades democráticas conquistadas pela sociedade brasileira pós-regime Militar” (Sic.) – Sem grifos o original.
Pode-se, pois, inferir que todas as orientações, concepções, convicções, ideias, ideais e ideologias de esquerda, de centro ou de não-direta estão livres, leves e soltas, adequadas, apropriadas e acordes aos preceitos constituições do recorrido Art. 206, Inciso II, II e VI, da CF/88, mas tão-somente sob a égide, espectro, doutrina e escólio doutrinário esquerdoPATA ou esquerdALHA ou hegemônico do comuna-socialismo, como ensinara Antonio Gramsci, já que os de Direita tolheria os direitos e liberdades conquistados “pós-Regime Militar”!
Acaso não havia direitos e liberdades no citado “regime militar”?
Ademais, os sinistros sestros já não mais se contentariam com seus públicos-alvo universitários e das dezenas de faculdades criadas nesses últimos treze anos, para doutrinar, disseminar, propalar e difundir e incutir nos imberbes néscios, ignaros, pueris e puros jovens, os “inocentes úteis” de que trata Lênin.
A Priori, a liberdade precípua é assegurada ao “aprender”, é o aluno que deve exercer essa liberdade de aprender aquilo que lhe apraz e não só aquilo que convém ao “professor” ensinar – inciso II, do Art. 206. A premissa de livre escolha é assegurada ao aprendiz! Ou não?
Enfim, onde o pluralismo de ideias, invocado no referido repúdio, e contido do suso Art. 206, II, da CF/88? Ou a tal “defesa de uma educação pública, democrática, plural e inclusiva”?
Leia-se: Inclusiva, dês que sequer se mencione, se pense ou se discuta ou se INCLUA quaisquer pensamentos, conceitos, ideias, ideais ou ideologias de Direita. Ou não? Estes estão EXCLUSOS, EXCLUÍDOS e DELETADOS!
É como já havíamos dito, escrito e reiterado em nosso modesto Blog “esquerdar ou esquerdear pode; endireitar jamais”, a saber: http://gouveiacel.blogspot.com.br/2016/04/esquerdear-ou-esquerdar-sempre.html
Típico de esquerdALHAS!
Abr
*JG
A “ESCOLA LIVRE” CAETÉS E AS DIATRIBES DE CRITICASTROS ESCARLATES
Joilson Gouveia*
De lembrar, ainda sobre a quizila da “ESCOLA LIVRE” CAETÉS, que virou imbróglio ou celeuma e até “bombou” em ignaras diatribes de criticastros sinistros sestros, nas redes sociais e midiáticas, a despeito de que olvidam que há pretensa proposta subliminar de reduzir, minimizar e até proibir o Ensino-Aprendizado de História das civilizações e, portanto, da Humanidade, para nossos discentes e público-alvo em liça ou dos níveis fundamental, básico, médio e do segundo grau, no atual PNED, para inserção obrigatória e compulsória do Ensino-Aprendizado da “história bolivariana” em todos os níveis, para despertar o sentimento maior pela Pátria Grande ou Grande Pátria anelada pelos “democráticos Fidel, Chaves, Lula et caterva escarlate”, mormente de seus ideais, ideias e ideologias.
A “mídia golpista” ou a PIG nos tem mostrado na grande rede mundial e demais redes sociais as deslavadas, desbragadas e oprobriosas ou inescrupulosas atitudes, ações, condutas e comportamentos “urbanos, tolerantes e civilizados” dos “inteligentes” jovens ligados a UNE e DCE’s e esquerdALHAS do PT et caterva escarlate, que cospem, mijam e defecam seus excrementos fétidos e ralos que os caracterizam enquanto seres pensantes com tais “argumentos”! Ou não?
A calhar o dito de Geraldo Vandré: “Protesto é coisa de quem não tem poder”! Assim como, num diálogo científico dialético, procede aquele que brada, vocifera, grita e agride ao seu oponente, contestante, discordante ou perguntador e opositor ou contrário aos seus “argumentos”! É típico, comum, banal e trivial ou curial aos ditos esquerdistas “inteligentes”, que pregam a tolerância desde que não contrária, díspar, diversa, diferente ou divergente aos seus “pensamentos” e ideologias comuna-socialistas!
Já dissera o saudoso Millör Fernandes: “O livre pensar é só pensar”!
E, como bem lembrado por renomado blogueiro, citando Immanuel Kant, “não se ensina filosofia, mas a filosofar” pelo que não se ensina vida, aprende-se a viver porquanto ser impossível um modelo de vida ou um “padrão de viver” a ser ensinado, como lecionara Aristóteles: ”É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer” (é vivendo que se vive, digo eu) sobretudo numa Democracia.
Disse-nos Aristóteles o seguinte, a saber: “A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si”.
Entrementes, a Democracia, de que tanto falam os esquerdistas que se dizem defensores das liberdades e dos direitos dos trabalhadores, não existe nos regimes socialistas ou comunistas. É fato histórico e, portanto, verídico! Ademais, os livres ensinamentos doutrinários se restringem ao circunspecto pensamento hegemônico marxista-leninista-gramscista escarlate!
Enfim, convém relembrar o douto escólio de Enéas Carneiro, a saber: “O Socialismo fede, assim como seus representantes. A esquerda quer monopólio ideológico, quer eliminar a qualquer um que se posicione contrariamente à sua ideologia e totalitarismo. Em qualquer Democracia, à rigor da palavra, existem os dois lados. Esse é o ambiente saudável que a esquerda abomina. Seguindo os ensinamentos de Antonio Gramsci, os esquerdistas só querem duas coisas: Dominação do mundo, e igualdade! Ou seja; todos vivendo na miséria igualmente e dependentes do Estado”.
Abr
*JG