Todos os dias a equipe que está tentando dirigir nosso país busca de algum modo definir o tema que abordaremos, todos eles estão empenhados em manipular nossos debates, opiniões, e até nossos escárnios lhes interessa.
O que não interessa para eles é nosso empenho contra a naturalização da quebra do Estado de Direito, gritando nas redes e na vida real sonoros Lula Livre!
Entre outras coisas fundamentais, como por exemplo acompanhar as políticas entranhadas na naturalização da opressão com base em um projeto mundial de potencialização do autoritarismo ultradireitista, eles contam com nossa acomodação ao aprisionamento político de Lula.
Os recursos utilizados pelo grupo do qual Bolsonaro é apenas um representante patético, são montados à distância do cartesianismo que sempre nos ajudou a identificar e explicar fenômenos políticos e econômicos, por essa razão é nosso dever e desafio não cair nas armadilhas midiáticas sobre feminista ser feia, e focar em Moro, encontrar seus rastros de parcialidade como juiz em sua atuação ministerial no ninho da serpente.
Os poderes constituídos precisam ser acompanhados e se transformar em pauta constante, seja pelo custo que gera ao trabalhador para não funcionar, seja pela funcionalidade parcial, passional, convergindo ao monturo que afoga a democracia moribunda, em nome do endinheiramento que fascinou as casas e côrtes.
Esse cenário clama por algo além de caminhos repetidos ou empolgações repentinas. A condução da força opressora trabalha para apagar os eventos democráticos da rotina brasileira.
Um dos elos do aparato de dominação contemporânea é sem sombra de dúvida o grande mercado internacional da fé, no qual atuam líderes megalômanos, elegendo novos bezerros de ouro, induzindo fiéis à adoração sistemática de modelos de gente, retinindo o alarde do vitorioso na mais primária perspectiva do darwinismo social, onde o homem se torna o lobo do homem e o mercado das armas lucra mais, pois este projeto é conjugado com a destruição do incômodo, do obstáculo.
Sim, há um alinhavado macabro por trás desse modelo de dominação, que tenho desejado imensamente estar cometendo grasso erro todas as vezes que afirmo não acreditar que venha a submeter-se aos ditames do período estipulado para renovação eleitoral.
A ignorância que nos exibem não é feita para rir, mas para que duvidemos do que geram com empenho cotidiano, na projeção da desorganização nacional; pois na verdade, a pretensão é reorganizar o sentimento de nação, derrubando os parâmetros ainda que frouxos da ética brasileira, conseguida com a redemocratização.
Precisamos aprender a jogar uma partida diferente, sem abdicar das nossas habilidades de sobrevivência. Urge permanecermos na história do nosso país, afiando as garras e afinando o canto, pois o deus que está acima de tudo e foi trazido por essa gente, é sanguinário.
Reforcemos o Lula Livre de hoje! Permaneçamos atentos à direção dos ventos, para evitar naufrágios. Avante!




