A Justiça brasileira é bastante atacada pelas milícias virtuais ligadas a Jair Bolsonaro.
Mas, isso não significa que instituições como o STF devem ser fechadas. Porque não existem somente vontades individuais num país cuja democracia está em construção.
Só que alguns exemplos mostram que a Justiça tem posições ainda divergentes e classistas, apesar da lei ser a mesma para todos. Ou assim deveria ser.
No Amazonas, 55 presos foram mortos em 2 dias. Nas cadeias havia superlotação e violação dos direitos humanos. Existem os defensores de que este é o país ideal. Os cidadãos de bem aprovam isso.
A Lava Jato deu aval para a venda do sítio de Atibaia. E disse que o sítio não era do ex-presidente Lula, que está condenado e preso por ser dono de um tríplex que não era dele.
Lula é o preso político mais famoso do mundo, é o que diz Noam Chowsky, um dos intelectuais mais respeitados do planeta. E o processo contra ele é amplamente questionado na imprensa internacional.
Da mesma Justiça, vem a notícia: o STJ rejeitou mais um embargo em torno da posse do Palácio da Guanabara, no Rio. Esse processo tramita na Corte há 123 anos. Descendentes da família real brasileira se dizem donas do Palácio, que foi tomado pelas tropas do alagoano Marechal Deodoro em 1889. Os descendentes querem ser indenizados.
O que dizer de um processo que tramita há mais de 1 século na Justiça brasileira?
Certamente, a nossa Justiça ainda precisa de ajustes. Porém, garantindo a democracia, sem querer que o país retroceda aos tempos do cada um por si, resolvendo seus próprios problemas.
Porque, lembrando de Gandhi, olho por olho e todo mundo fica cego. Mesmo os auto proclamados homens de bem ou os defensores do programa Armas Para Todos.
Afinal, os cegos poderão ser qualquer um de nós.





